Empresa do Canadá faz sondagem em busca de terras raras no interior de São Sepé

Empresa do Canadá faz sondagem em busca de terras raras no interior de São Sepé

Foto: Prefeitura de São Sepé (Divulgação)

Sondagens feitas no interior de São Sepé pela empresa canadense Canamera Energy Metals, na busca por terras raras, tem gerado expectativa de investimentos futuros na cidade. Segundo o prefeito de São Sepé, Marcelo Elwanger, apesar do otimismo, ainda é muito cedo para qualquer confirmação, pois as pesquisas estão na fase inicial para saber a quantidade desses metais raros presente nas rochas, para que a empresa saiba se vale a pena investir na região para fazer a mineração. As perfurações são feitas no solo, em propriedades rurais a alguns quilômetros do trevo da BR-392 com a BR-290, para coletar amostras e identificar as concentrações de disprósio e térbio – são dois elementos das chamadas terras raras, importantíssimos para a fabricação de inúmeros produtos de alta tecnologia, que são usados em peças de computadores, celulares, baterias de carros elétricos, usinas eólicas, aviões e caças e equipamentos de exames médicos.

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Dentro dessa região, já demarcada como projeto São Sepé, há três áreas batizadas de Sara, Erica e Maya. Em nota divulgada pela canadense Canamera, essas áreas foram detectadas após a análise de 46 amostras coletadas pela iFind Mining em profundidades de até 70 centímetros. Agora, nas próximas semanas, estão sendo feitas sondagens e análises mais aprofundadas. A Canamera tem uma opção de comprar 100% do projeto São Sepé, por meio de um acordo feito com a iFind Mining. No Brasil, a Canamera tem mais dois projetos de sondagens em Minas Gerais, além de outros nos Estados Unidos e Canadá.

E não há segredo algum. O site da empresa do Canadá traz detalhes da localização e dos potenciais do projeto São Sepé. Aqui na região, pesquisadores da UFSM e UFGRS já fazem pesquisas sobre concentrações de terras raras, como em Caçapava do Sul. Também há projetos de outras mineradoras estrangeiras avaliando as rochas de Caçapava e Lavras do Sul para verificar as concentrações desses elementos químicos e se os projetos de exploração são viáveis economicamente e ambientalmente.

Diante da corrida global pelas terras raras, o que inclui uma disputa pesada envolvendo China e Estados Unidos, seria fundamental que o Brasil investisse fortemente em pesquisas sobre o tema. O Serviço Geológico Brasileiro e algumas universidades trabalham na área e foi criado recentemente um comitê para acompanhar os investimentos nas terras raras. Porém, fica a dúvida: será que o Brasil está investindo o suficiente nessas pesquisas? Não deveria estruturar um programa de médio e longo prazo para que explorar essas riquezas e não ficar dependente de investimentos de exploração feitos por empresas de outros países aqui em solo nacional? A principal mina de terras raras do Brasil, em Goiás, foi vendida para uma mineradora dos EUA por R$ 14 bilhões.

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