Com duplicação da Travessia Urbana no final, Dnit terá de compensar corte de 2,8 mil árvores

Antes e depois da obra de duplicação: como era e como ficou o trecho entre a rodoviária e o viaduto da Duque. Fotos Diário


Com a obra da duplicação dos 14,7 km da Travessia Urbana de Santa Maria chegando ao final, um ponto ainda está indefinido: o plantio de mudas para compensar o corte de 2.851 árvores, ocorrida há 10 anos, para abrir espaço para as novas pistas da duplicação. Fotos de antes da obra mostram que havia muita vegetação de mata em trechos como o do Cerrito e em frente ao Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), que teve de ser cortada por conta das obras. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), haverá plantio de mudas para compensar o desmatamento, e o projeto está em análise na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Porém, ainda não há detalhes de quantas árvores serão plantadas nem o local ou prazo.


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O Dnit informa que segue o que prevê a Licença de Instalação da obra e que houve o corte de 1.353 árvores com caule superior a 15 cm de diâmetro e 1.498 com diâmetro inferior a 15 cm ao longo dos 14,7 km da Travessia Urbana, entre o Trevo do Castelinho e a ponte do Arroio Taquara, logo depois da Ulbra. Porém, a maior parte do desmatamento foi na região do Cerrito, onde trecho de mata fechada precisou ser cortada para construir as duas novas pistas.


No Cerrito, foi retirada a maior quantidade de árvores para duplicar a Travessia Urbana.


Obras da Travessia Urbana de Santa Maria estão concentradas em três pontos

 
De acordo com o Dnit, o projeto do plantio compensatório foi apresentado para a Fepam e está em análise. Quando houver a aprovação, voltará para o Dnit para ser executado, o que precisará passar por nova licitação. O órgão federal esclarece que o que define a quantidade de mudas a serem plantadas é o número de espécies que são imunes ao corte. Por isso, enquanto o caso está em análise na Fepam, ainda não há confirmado o número de mudas que serão plantadas.


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Em 2015, centenas de árvores foram cortadas entre o Case e o Cerrito.Foto Jean Pimenta, 6/03/2015

 
Em 2015, havia uma estimativa de que o Dnit iria transplantar 83 árvores imunes a corte ou ameaçadas de extinção. Eram 36 butiás, 24 cabreúvas, 12 corticeiras, seis figueiras nativas e cinco araucárias. A previsão, na época, também seria plantar 22.083 mudas de árvores nativas da região em novo local como forma de compensação. O cenário com a duplicação mudou muito, especialmente entre o Castelinho e a Uglione, onde houve maior retirada de árvores.

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