Santa-mariense Cowmed já monitora 950 mil vacas em sete países e planeja expansão na América do Sul

Santa-mariense Cowmed já monitora 950 mil vacas em sete países e planeja expansão na América do Sul

Fotos Cowmed Divulgação

S tartup criada na UFSM em 2010 com o nome Chip Inside e rebatizada como Cowmed, a empresa santa-mariense com sede na Faixa Nova segue crescendo no Brasil e em outros seis países. Atualmente, tem 75 funcionários diretos, além de representantes comerciais, e monitora mais de 950 mil vacas em 1,5 mil fazendas em todo o Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, México, EUA e Canadá. Agora, planeja expansão para mais três países (Argentina, Chile e Colômbia) e tem um projeto com a Nigéria.


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– A Cowmed é a maior empresa de monitoramento de animais do Brasil, entre as três existentes, e queremos aumentar esse mercado. A grande maioria das fazendas dos países em que a gente atua são Cowmed hoje. Temos fazenda no Uruguai com 4 mil vacas monitoradas. A maior fazenda do Brasil, a 3ª e a 6ª maiores são monitoradas pela Cowmed – comenta um dos fundadores da Cowmed, Leonardo Guedes Martins, citando que fornecedores de leite para várias marcas, como Batavo, Santa Clara e CCGL têm vacas monitoradas pelas coleiras e pelo sistema da empresa.

 
A tecnologia usa uma coleira no pescoço da vaca, semelhante à dos relógios inteligentes (smartwatches), que monitora os movimentos do animal ao longo das 24 horas do dia, gerando relatórios em tempo real de temperatura, agitação, descanso, ofegação, ruminação, horas de alimentação e até alertando o momento do cio do animal, que é fundamental saber para inseminar e não perder uma gestação. Da coleira, os dados vão para uma antena e, dali, para a internet e o servidor na nuvem que comanda o software. Guedes conta que, a partir de todos esses dados coletados, o próprio sistema alerta ao produtor ou veterinário da fazenda, em uma mensagem no celular e no computador, se uma vaca está com hábito atípico, descobrindo precocemente que ela pode estar ficando doente. Em uma fazenda, por exemplo, após implantar o sistema, a mortandade de animais caiu pela metade.

 
– Se somar os R$ 25 mil que você perdeu pela morte da vaca, mais todo leite que ela iria dar na lactação na vida dela, o monitoramento tem um retorno em quatro meses, é algo que se paga muito fácil – comenta Guedes.

 
Em outro caso, a produção de leite cresceu cerca de 10% após o monitoramento detectar que as vacas estavam sofrendo com calor excessivo à noite durante o verão.

 
– Numa fazenda do Paraná, o produtor tinha média de produção no inverno de 41 a 42 litros por vaca ao dia, e durante o verão, caía para 38 litros. O sistema indicava que ele tinha um pico de vacas ofegantes durante a madrugada. Esse produtor atuou sobre a fazenda, colocou ventiladores e sistema de aspersão, e no último verão, ele teve um ganho de produtividade, tendo média de 41 litros de leite por vaca no inverno e no verão, por conta do bem-estar animal, pela primeira vez na história da fazenda. Se fizer essa conta dos litros produzidos a mais, durante três a quatro meses do período de calor e verão, vezes R$ 2,50 pelo litro do leite, dá um valor bastante considerável – conta Guedes, que fundou a empresa ao lado do irmão Tiago.

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Deni Zolin