Foto Rodrigo Ziebell, Divulgação, 23/10/2018
Reunida nesta quarta (10), a Executiva do MDB-RS decidiu, por unanimidade, suspender provisoriamente a filiação partidária do ex-deputado e ex-prefeito de Santa Maria Cezar Schirmer. A iniciativa decorre da opção de Schirmer em integrar o núcleo de coordenação de campanha de pré-candidatura adversário ao MDB, no caso de Luciano Zucco, que vai concorrer a governador pelo PL, enquanto o MDB tem como pré-candidato o vice-governador Gabriel Souza. O prazo de suspensão de Schirmer vai até o dia 5 de outubro de 2026, segundo o MDB.
O deputado Vilmar Zanchin, presidente estadual do MDB, esclarece que o encaminhamento não é de caráter punitivo a pessoa de Schirmer – que tem trajetória reconhecida por seus relevantes serviços prestados à legenda e à sociedade gaúcha –, porém, em respeito a todos os filiados e militantes do MDB, a executiva entendeu que tal conduta e posicionamento político não sejam compatíveis com a atuação partidária.
– Essa deliberação coletiva foi encaminhada de forma democrática, baseada no diálogo e no equilíbrio. O nosso foco agora será concentrar esforços na pré-campanha do MDB às eleições de 2026 com o objetivo de eleger o próximo governador do Estado, garantir assento no Senado e ampliar nossas bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados – disse Zanchin.
O que diz Schirmer
O ex-prefeito Cezar Schirmer afirmou nesta quarta (10) ao Diário que foi ele que pediu afastamento ao diretório municipal do MDB de Porto Alegre antes da decisão estadual. Ele encaminhou uma carta em que alegou os motivos do pedido.
Em alguns trechos do documento, ele diz: “Comunico minha decisão de solicitar licença das atividades partidárias por período indeterminado. A decisão foi tomada após reflexão sobre os recentes acontecimentos, o que evidenciou um modelo de condução com o qual não estou alinhado, uma vez que há um pedido de minha expulsão tramitando no diretório regional. Não temo discutir no conselho de ética minha conduta e a postura política do MDB Nacional e Estadual. (...) Relembro que o MDB nacional sempre foi tolerante com posições diversas das decisões tomadas. Exemplo disso: quando não apoiamos as candidaturas Quércia e Dilma-Temer para presidente. Ninguém solicitou a nossa expulsão. Não se trata de divergência pessoal, mas de posição política diante de um rumo que não representa aquilo em que acredito. Esse afastamento não é abandono nem ruptura: é o único caminho que me permite agir segundo minha consciência.”