Foto: Novo (Reprodução)
Partido Novo oficializou nesta segunda-feira (27), em convenção nacional realizada de forma virtual, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência da República. O anúncio foi feito em Brasília e contou com a presença do presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro. Até o momento, o partido ainda não definiu quem será o candidato a vice-presidente na chapa.
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Zema, que tem 61 anos e é empresário, vai disputar a Presidência da República pela primeira vez. Antes de entrar na política, atuou no setor privado e, em 2018, foi eleito governador de Minas Gerais, sendo reeleito em 2022. Durante o evento, agradeceu o apoio recebido do partido e afirmou reunir as credenciais para disputar o Palácio do Planalto.
— Agradecer todos do Partido Novo aqui pela presença e também por endossarem unanimamente meu nome agora há pouco na convenção como pré-candidato e candidato à presidência da República e, como já foi dito aqui, eu me considero com todas as credenciais. Modéstia à parte, até mais do que os meus concorrentes — afirmou.
O candidato também disse que pretende se apresentar como uma alternativa à polarização política. Segundo ele, "o brasileiro está cansado da polarização" e Minas Gerais teria vivido um processo semelhante com a eleição dele ao governo estadual.
Propostas de campanha
No primeiro discurso após a oficialização da candidatura, Romeu Zema apresentou propostas voltadas para as áreas de segurança pública, gestão pública e Justiça. Entre elas, afirmou que pretende combater a corrupção, reduzir privilégios no setor público, ampliar as privatizações e criar um ambiente mais favorável ao empreendedorismo.
Na área da segurança, o candidato disse que pretende classificar facções criminosas como organizações terroristas, construir um "superpresídio" em uma região remota para líderes de facções e intensificar o combate ao crime organizado.
Zema também defendeu mudanças relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), como a criação de uma idade mínima de 60 anos para indicação de ministros, a adoção de uma lista tríplice para as nomeações e o fim de decisões monocráticas em temas já analisados pelo Congresso Nacional. Além disso, afirmou que pretende rever o modelo de distribuição e uso das emendas parlamentares.
Vice
Questionado sobre a escolha do candidato a vice-presidente, Zema afirmou que o Novo ainda não definiu um nome para compor a chapa e que a decisão será tomada até o prazo final previsto pela legislação eleitoral, em 5 de agosto.