Policial é baleado na cabeça em cumprimento de mandado em São Sepé
"Diante da pretensão da defesa e manifestação do Ministério Público, autorizo ao investigado se apresentar junto ao Presídio Estadual de São Sepé, permitida sua saída para oitiva tão somente na presença de seu defensor", diz o despacho.
Polícia prende suspeito de ser comparsa de homem que atirou em policial em São Sepé
Entendo que não haveria nenhuma represália, até porque quem comanda a investigação é o delegado Firmino, que é um dos melhores delegados da região. Mas, como envolve toda essa situação com policiais, resolvemos fazer esse pedido, que é melhor para todo mundo afirma Lima.
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O advogado diz que seu cliente nega ter atirado contra os policiais e que há elementos que não são explicados no processo:
A nossa tese é de negativa de autoria. Há várias coisas nebulosas no inquérito e que vão necessitar de perícia técnica. A autoridade policial diz que foram vários disparos, mas, até o momento, não apresentaram nenhuma prova. Eles nem sequer fizeram um levantamento e apresentaram as cápsulas que teriam partido da arma do meu cliente acrescenta o advogado.
Ainda conforme Lima, ele entrará com um pedido de habeas corpus para tentar a liberdade provisória de Oliveira.
O delegado Antonio Firmino de Freitas Neto, que responde pela delegacia de São Sepé, ficou revoltado e ironizou as declarações do defensor do suspeito.
Tenho 10 dias para fechar o inquérito, acho que vou indiciar os policiais que atiraram no próprio colega. Não tem cabimento nenhum isso contesta o delegado.
Conforme o delegado, há diversas provas, como as marcas de tiro na viatura e também um estojo de revólver calibre 38 que foi encontrado dentro da viatura. As cápsulas da espingarda calibre 12 não foram encontradas, segundo Firmino. Ele afirma que, provavelmente, o suspeito deve ter recolhido-as enquanto os policiais socorriam o colega. Oliveira teria efetuado os disparos de dentro de casa.
Firmino diz que o prazo inicial para encerrar o inquérito é de 10 dias, mas que ele deve pedir prorrogação, já que precisará de uma ordem judicial para interrogar o suspeito. O delegado afirma que a própria companheira de Oliveira, no dia do fato, prestou depoimento e confirmou que foi ele o autor dos disparos.
O advogado Sérgio Lima contesta a versão da companheira. Segundo ele, a mulher é analfabeta e prestou depoimento sem nenhum acompanhamento."