Diário nos Bairros

Projeto social oferece dança, música, artesanato, teatro e futebol para famílias da Vila Schirmer

Dandara Flores Aranguiz

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Quando o projeto social coordenado pela pedagoga Vera Lúcia Medianeira de Oliveira Pinto, 52 anos, começou, há cerca de oito anos, as atividades eram desenvolvidas na garagem de casa. A vontade de criar oficinas para crianças e adolescentes da Vila Schirmer, no bairro João Goulart, era tanto que ela abriu as portas da própria residência para o sonho. 

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– Começamos com um grupo pequeno de dança, na garagem da minha casa mesmo. Sempre tive o sonho de montar um projeto para as crianças, com as famílias que tivessem mais necessidade e que não têm condições de participar de outros grupos e oficinas na cidade, pois são pagas – relata Vera.

Aos poucos, o grupo cresceu, e a garagem ficou pequena. As aulas de dança passaram a ser realizadas na calçada em frente à Igreja São Marcos, na Rua Augusto Ribas. Em junho do ano passado, depois de sensibilizar a comunidade, os integrantes conseguiram emprestado o salão comunitário ao lado da igreja.

Além das aulas de dança, o projeto oferece oficina de música, artesanato, teatro e futebol. A maioria das crianças e adolescentes atendidos mora no Beco da Tela. No intervalo das aulas, todos ganham lanche, comprado com o dinheiro dos próprios colaboradores do projeto.

– É muito difícil manter uma iniciativa assim. Às vezes, não temos dinheiro nem para as passagens dos professores. Antes, eles eram remunerados, mas, como perdemos o apoio financeiro que recebíamos de uma instituição, não conseguimos mais manter o pagamento. Mesmo assim eles resolveram continuar ajudando. São pessoas como eu, que vestiram a camiseta e que querem fazer a diferença na comunidade – comenta a pedagoga que, há dois anos, tornou-se presidente da Associação Comunitária da Vila Schirmer.

Bruno Messias, 20 anos, é bailarino desde pequeno. Morador do bairro, no ano passado, foi convidado por Vera para dar aulas às crianças. Desde então, ele colabora com o projeto de forma voluntária: 

– Sempre tive a vontade de ensinar o que eu sei, de montar um grupo. Então, foi uma soma de vontades. Aqui, a gente vai muito além do ensinar a coreografia. É um incentivo não só para eles dançarem, mas para se tornarem pessoas melhores.

Ajuda será bem-vinda
 
O grupo de dança já conseguiu participar de quatro festivais. Sem patrocínio, os dançarinos buscaram doações de amigos e vizinhos, realizaram risotos e rifas. E o transporte foi conquistado.

Mas por contar com a ajuda esporádica, nem sempre as doações dão conta. Por isso, quem quiser ajudar o projeto com doações de alimentos para os lanches (no momento, a refeição é paga com recursos pessoais dos envolvidos), materiais e ferramentas para as aulas de artesanato ou dinheiro para a passagem dos professores, pode entrar em contato pelo telefone (55) 9111-1837.

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