Nem a Polícia Civil e tampouco os próprios advogados de defesa de Stéphanie Freitas, 24 anos, puderam conversar com a jovem que é a principal suspeita de ter matado a sua ex-namorada, Helenara Pinzon, 22 anos, a facadas no apartamento onde moravam, na Rua General Neto, na manhã do último sábado, em Santa Maria.
Mulher é suspeita de matar a ex-namorada a facadas após briga em Santa Maria
Stéphanie está internada desde o dia do crime em estado de choque na Casa de Saúde. A família da jovem contratou três advogados para defendê-la: Daniel Tonetto, Bruno Seligman de Menezes e Mário Cipriani.
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Conforme o advogado Bruno Seligman de Menezes, a sua entrada foi barrada pelos médicos, que alegaram que Stéphanie não tem condições de saúde:
A Casa de Saúde negou o acesso a ela sob o pretexto que era orientação médica. Vou pedir que me garantam o acesso a minha cliente. Por enquanto, não temos nada de mais concreto para dizer. Ainda não temos conhecimento de como aconteceu. Segundo os médicos, ela está sedada e sem condições de verbalizar explica Menezes.
A mesma justificativa foi dada para a delegada Débora Dias, da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher, que investiga o caso. No entanto, não está descartada a hipótese de interrogar Stéphanie no hospital.
Disseram-nos que ela está sem condições de prestar depoimento. Mas vamos continuar nossas diligências. Quando o apartamento foi arrombado, ela já estava morta. Já ouvimos algumas pessoas, inclusive o pai da vítima. Também estamos aguardando o auto de necropsia afirma a delegada.
Stéphanie está sob custódia da Brigada Militar e não há previsão de alta. A prisão temporária da jovem já foi decretada pela Justiça e, assim que sair do hospital, deve ser encaminhada ao Presídio Regional de Santa Maria.
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