Passo D'Areia

Mulheres católicas da Vila Oliveira reúnem-se para rezar e ajudar os outros

Silvana de Castro

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Elas reúnem-se para rezar e fazer o bem. Há duas décadas, mulheres católicas da Vila Oliveira, no Passo D’Areia, doam-se para ajudar famílias carentes. Arrecadam, por meio de pedidos durante as celebrações religiosas, brinquedos, roupas, calçados, alimentos e o que mais for preciso para abastecer os necessitados.

A solidariedade para elas está intimamente ligada à religião. Frequentando a igreja desde pequenas, perceberam a importância de não virar as costas para os outros. Todas são voluntárias.

– Fazer o bem é muito melhor que receber o bem – explica a lojista Neusa Farinha, 57 anos, catequista e ministra da eucaristia.

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Neusa herdou a religiosidade da mãe, Ordália de Moraes Farinha. Elas iam à igreja, quando moravam ainda no interior de São Pedro do Sul, de carroça. Até hoje, Ordália, 91, não perde as missas de sábado. Na sexta-feira passada, ela acompanhou, mesmo sentada em uma cadeira, as 15 estações da Via Sacra dentro da Capela Coração de Maria, da qual a filha é vice-coordenadora. Como não tem mais condições físicas de ajudar a arrecadar donativos, ela contribui com dinheiro para aquisição dos materiais.

Por 35 anos, Ordália foi legionária, visitava a casa dos necessitados e ia em hospitais para levar uma palavra de carinho. Crescendo nesse ambiente, Neusa foi para o mesmo caminho. Como catequista, já levou os alunos para conhecer a realidade do bairro e distribuir roupas para as famílias pobres.

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O pátio da Capela Coração de Maria é palco de festas para dar momentos de alegria aos que são carentes de momentos felizes. O recolhimento de donativos é planejado com antecedência. Para o Dia das Crianças, por exemplo, no final de agosto elas começam os preparativos.

– Não tem como explicar o que a gente sente quando realiza algo em prol dos outros – comenta a aposentada Gentila Madalosso Cezar, 63, também catequista e ministra da eucaristia.

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Gentila emociona-se ao lembrar de um Natal celebrado com moradores pobres do bairro, na capela. Na ocasião, eles ganharam cestas básicas.
A idade não limita Antonina Guterres, 86, de seguir nos encontros das religiosas e de fazer o bem.
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