Foto: Vinicius Becker (Diário)
Alunos da Escola Mater Educatrix conduziram a procissão até a Capela Santo Antônio ao lado dos estudantes da Escola Lourenço Dalla Corte, onde teve início a Campanha das Escolas idealizada por João Luiz Pozzobon.

Quando os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Lourenço Dalla Corte e da Escola Mater Educatrix caminharam em procissão até a Capela Santo Antônio, na última quarta-feira (24), eles repetiram, ainda que simbolicamente, um percurso iniciado há mais de 70 anos por João Luiz Pozzobon. Foi naquela comunidade que o diácono deu início, em 1954, à Campanha das Escolas e ajudou a escrever um dos primeiros capítulos da história da Campanha da Mãe Peregrina.
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A visita missionária integrou a programação em memória dos 41 anos de morte do venerável diácono João Luiz Pozzobon, neste sábado (27). Além da procissão, o evento marcou a inauguração de duas placas históricas: uma na escola, lembrando o início da Campanha das Escolas, e outra na Capela Santo Antônio, em referência ao envio da primeira Peregrina das Famílias, em 1959.

Para a diretora da escola, Simone Dias Leal, 59 anos, a homenagem representa o reconhecimento de um capítulo importante da história da instituição, fundada em 1950.
Segundo ela, a comunidade escolar desconhecia que a Lourenço Dalla Corte havia sido a primeira escola a receber a missão de João Pozzobon.
— Ficamos muito felizes quando descobrimos, por meio do padre Vitor, que a nossa escola foi a primeira a sediar essa peregrinação. Quando surgiu a proposta de inaugurar a placa, aceitamos prontamente, porque é um legado que fica para a escola e para as futuras gerações — afirma.
Com 76 anos de história, a escola passa agora a integrar oficialmente o roteiro dos locais históricos ligados à missão do diácono. A expectativa é de que o espaço também receba peregrinos interessados em conhecer os primeiros passos da Campanha da Mãe Peregrina.
— A ideia é que esse seja também um caminho de peregrinação dos fiéis, incentivando o turismo e valorizando a história da nossa comunidade. Isso nos deixa muito felizes porque faz parte da história do Lourenço Dalla Corte — destaca.

História passa de geração em geração

Mais do que preservar um fato histórico, a direção da escola acredita que a iniciativa aproxima as novas gerações de uma memória construída pela própria comunidade.
Hoje, a instituição atende alunos da Educação Infantil ao 9º ano e já recebe netos e bisnetos de estudantes que passaram pelas salas de aula nas primeiras décadas de funcionamento.
— Nós conhecíamos a história de João Luiz Pozzobon, mas não sabíamos que ela começava aqui. Mostrar isso para as crianças é importante porque elas entendem que fazem parte dessa história. É um legado que permanece, independentemente do credo ou da religião de cada um — ressalta Simone.
A vice-diretora Tatiane Fontana, 42 anos, também considera que manter viva essa memória ajuda as novas gerações a compreenderem a dimensão da missão iniciada por João Pozzobon.
Segundo ela, apresentar essa trajetória aos estudantes é uma forma de valorizar uma história construída com simplicidade e perseverança.
— É muito importante que eles conheçam a história do João Luiz Pozzobon e entendam a importância das peregrinações que ele realizou. Hoje tudo parece mais fácil, mas naquela época essas caminhadas exigiam muito esforço. É uma história que vale a pena ser conhecida e transmitida às crianças — afirma.

Lugares históricos preservam a memória do diácono

Para o padre Vitor, vice-postulador da Causa de Beatificação de João Luiz Pozzobon, preservar esses espaços significa manter viva uma história que transformou a vida de milhões de pessoas.
— Marcar esses lugares fortalece nossa identidade e ajuda a compreender como tudo começou. É também uma responsabilidade nossa preservar essa memória para que outras gerações conheçam a vida de João Pozzobon e tenham acesso a histórias tão transformadoras quanto a dele.

O sacerdote lembra que foi na Capela Santo Antônio que teve início a distribuição das pequenas imagens da Mãe Peregrina para visita às famílias.
— Hoje são mais de 200 mil imagens percorrendo comunidades em todo o mundo. Só no Brasil, mais de três milhões de famílias recebem a visita da Mãe Peregrina. Tudo isso começou ali.


