Foto: Vinicius Becker (Diário)
A aposentada Rosa Joana da Silva Gracioli, moradora de Santa Maria que emocionou milhares de pessoas ao compartilhar sua história de vida e o segredo para chegar aos 107 anos com lucidez e bom humor, morreu na quinta-feira (25). A informação foi confirmada pelo filho mais novo, Admar da Silva.
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Segundo a família, Rosa faleceu em decorrência de uma infecção urinária. O velório ocorre nesta sexta-feira (26), na Capela da Angelos Oeste, na Avenida Hélvio Basso.
Em maio deste ano, poucos dias após completar 107 anos, Rosa recebeu a reportagem do Diário em sua casa, no Bairro Medianeira. A entrevista repercutiu nas redes sociais, especialmente por um trecho em que ela respondeu, com simplicidade e descontração, qual era o segredo para viver tanto tempo.
– Quer o meu segredo para contar para o povo? O que posso dizer? Comer pouco, beber pouco e não fumar. Isso é o principal para uma pessoa ter saúde – disse.
O vídeo com a resposta alcançou milhares de visualizações e comentários, transformando a santa-mariense em um símbolo de vitalidade e alegria.
Mais de um século de história

Nascida em 26 de abril de 1919, no distrito de Três Barras, no interior de Santa Maria, Rosa atravessou mais de um século de transformações. Viveu guerras, mudanças políticas, avanços tecnológicos e acompanhou o crescimento da cidade.
Viúva havia mais de três décadas, construiu uma grande família. Teve quatro filhos, além de 10 netos, 18 bisnetos e dois trinetos.
Nos últimos anos, recebia os cuidados do filho Admar, que voltou a morar com a mãe há cerca de uma década.
Apesar das limitações naturais da idade, mantinha a lucidez, gostava de acompanhar novelas e não escondia a paixão pelo Grêmio.
Gremista apaixonada

Torcedora fanática do Grêmio, Rosa fazia questão de assistir aos jogos pela televisão. A casa onde vivia era decorada com lembranças do clube, e ela acompanhava de perto as partidas do Tricolor.
Durante a entrevista concedida neste ano, o filho contou que ela reclamava quando esqueciam de avisá-la sobre algum jogo e que sonhava em levá-la à Arena do Grêmio, desejo que acabou não se concretizando.
Além do futebol, Rosa era conhecida pela vaidade. Gostava de manter os cabelos arrumados, as unhas pintadas e perguntava frequentemente aos familiares se estava bonita.
