Ciclovias são boas alternativas para a mobilidade urbana, e têm sido a aposta de cidades desenvolvidas. Santa Maria conta, com duas ciclovias: uma na Avenida Hélvio Basso, no Bairro Medianeira, e outra na Avenida do Exército, no Bairro Boi Morto. Juntas, as duas não chegam a 10 quilômetros de extensão, e também não são interligadas.
Na Avenida Hélvio Basso, a ciclovia tem 1,5 km de extensão em cada sentido, enquanto a Avenida do Exército mede 3,3 km por sentido. Quem gosta das ciclovias, acredita que poderia ter mais delas na cidade e, de olho nesse público, o Executivo começou a estudar alternativas.
Conforme a prefeitura, ainda não há nenhum projeto para a criação de novas ciclovias, embora reuniões a respeito já tenham começado. No dia 21 de junho, o Executivo municipal se reuniu com entidades e empresas para debater um projeto de instalação de ciclovias ou ciclofaixas. Entre os temas abordados, estavam a ligação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) a alguns bairros da cidade, bem como a instalação de bicicletários, campanhas de conscientização e eventos teste de bloqueio parcial de vias nos domingos ou feriados.
Segundo o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB), as novas ciclovias atenderão à demanda de segurança e espaço para quem utiliza a bicicleta como meio de locomoção, esporte ou entretenimento.
Na Avenida do Exército, a boa sinalização, a largura suficiente para trafegar e as árvores são bons atrativos para quem usa a bicicleta como meio de locomoção ou lazer. O professor Gustavo Rossini, 42 anos, costuma passear pelo local com a sua bike:– É uma pena que na cidade tenha essa e só mais outra. É perigoso andar nas estradas. A ciclovia nos traz segurança.
Ainda na região – do viaduto da Avenida Walter Jobim com a BR-158, até o trevo dos quartéis –, há uma ciclovia que se conecta a da Avenida do Exército.
Em outro ponto, na Avenida Hélvio Basso, a ciclovia é dividida no canteiro central, porém é estreita, o que dificulta a circulação em momentos mais movimentados, principalmente quando pessoas também utilizam a via para prática de caminhada e competem pelo espaço com os ciclistas.
A aposentada Iracema Schlesner, 73 anos, diz que o movimento maior é no início da manhã e no fim da tarde.– No meio da tarde, não enfrento tantos problemas, são poucos ciclistas nesse horário. Fica bem tranquilo de caminhar.
Enquanto a equipe do Diário esteve em ambos os locais, foram presenciados ciclistas que trafegavam pela rua ou pela calçada, sem fazer uso da ciclovia.