Foto: Fábio Nakakura/MEC
Barchini assume posto de Camilo Santana, que deve ser candidato ao governo do Estado do Ceará
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (30) que Leonardo Barchini será o novo ministro da Educação. Atual secretário-executivo da pasta, ele substituirá Camilo Santana, que deixará o cargo para participar da campanha eleitoral deste ano.
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A saída de Santana deve ocorrer até sábado (4), prazo final para desincompatibilização de cargos públicos por candidatos. Ele é cotado para disputar o governo do Ceará.
Quem é Leonardo Barchini?
Formado em Direito pela Universidade de Brasília e mestre em Ciências Sociais, Barchini tem trajetória ligada ao Ministério da Educação. Ele atuou na pasta entre 1994 e 2002, com passagem pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) a partir de 1996.
Na Capes, ocupou funções como assessor da presidência, coordenador adjunto de cooperação internacional e auditor-chefe. Também foi chefe da assessoria internacional e de gabinete durante o governo de Dilma Rousseff (PT).
Continuidade de investimentos
Durante evento em Brasília, Lula pediu que o novo ministro dê continuidade às políticas de investimento na educação. Na ocasião, o governo anunciou a inauguração simultânea de 107 obras em todo o país.
O investimento federal nas construções soma R$ 413,49 milhões, com recursos do Novo PAC e do próprio Ministério da Educação.
O balanço do MEC aponta que há atualmente 9,7 mil obras na área da educação em todo o país, sendo 7,1 mil em andamento e 2,6 mil já concluídas.
Entre elas estão 18 creches, 23 escolas e três novos campi de institutos federais, além de 63 obras de ampliação e melhoria em unidades existentes. Na educação profissional e tecnológica, são 43 intervenções distribuídas em 12 institutos federais.
Os novos campi anunciados pertencem ao Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), nas cidades de Umarizal, Touros e São Miguel.
Avanço na conectividade escolar
O governo também destacou o avanço na conectividade das escolas públicas. Atualmente, 99.005 unidades contam com internet adequada para uso pedagógico, o que representa 71,7% do total.
A meta é atingir 137.847 escolas da educação básica e universalizar o acesso até 2026, beneficiando cerca de 24 milhões de estudantes.
O Ministério das Comunicações anunciou ainda a contratação de serviços para mais 16,7 mil escolas, o que deve ampliar a cobertura nos próximos anos.
Entre os destaques regionais, a Região Norte passou de 4.803 escolas conectadas em 2023 para 12.714 atualmente, atingindo 62,5%. Em áreas rurais, o número subiu de 17.367 para 34.913 unidades (69,7%). Também houve avanço em comunidades tradicionais, com 1.815 escolas indígenas e 1.971 quilombolas com acesso à internet.