Aulas retornam nesta segunda para a sede da Emei Boca do Monte

Aulas retornam nesta segunda para a sede da Emei Boca do Monte

Foto: Vinicius Becker (Diário)

As atividades letivas da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Boca do Monte serão retomadas nesta segunda-feira (6), a partir das 8h, na sede da instituição localizada na área da antiga Fepagro, no distrito de Boca do Monte. A decisão foi definida em reunião da comunidade escolar, realizada em 16 de setembro, com a presença de pais, responsáveis, autoridades municipais e representantes da Secretaria de Educação. Até então, cerca de 80 crianças eram atendidas provisoriamente na Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Almiro Beltrame.

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O retorno ocorrerá com reforço na segurança, incluindo vigilância privada, monitoramento por câmeras ao longo do trajeto até a escola e suporte do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública de Santa Maria (Ciosp). A secretária de Educação, Gisele Bauer, destacou que a decisão respeita a vontade da maioria dos pais e será acompanhada de perto por novas reuniões após 30 dias para avaliar a situação e garantir segurança e acolhimento a todos os estudantes.


A EMEI Boca do Monte estava desativada desde 15 de julho, quando cerca de 30 indígenas da etnia caingangue ocuparam parte da antiga Fepagro. Na época, a escola precisou suspender as aulas por precaução, e a Brigada Militar foi acionada para acompanhar a situação. Nos dias seguintes, foram realizados protestos de pais e reuniões com a comunidade escolar, além de uma audiência de conciliação na Justiça Federal, que estabeleceu que os indígenas poderiam permanecer na área de forma pacífica e em conformidade com as determinações judiciais.


Desde o início da ocupação, a prefeitura buscou alternativas para o atendimento das crianças, como redistribuição para outras escolas e ampliação do transporte escolar, mas a maioria dos pais optou pelo retorno à sede original, desde que com segurança reforçada. A expectativa do Executivo é que, enquanto o processo de reintegração de posse segue tramitando na Justiça Federal, o Estado indique uma área de cerca de 15 hectares para a permanência da comunidade indígena sem impacto sobre a escola ou outras atividades.


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