Justiça eleitoral

Eleitores reclamam da falta de estrutura de atendimento para fazer e renovar título

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Apesar de não ser obrigatório o recadastramento biométrico em Santa Maria, muita gente tem ido ao cartório eleitoral, na Avenida Medianeira, para coletar as impressões digitais. Além disso, nessa época aumentou a procura de jovens que querem fazer o título de eleitor para poderem se matricular na universidade ou para se alistar. O resultado: filas e mais de cinco horas de espera para ser atendido. O cartório chegou a pedir reforço da Brigada para garantir a segurança.

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Na manhã de sexta, Fátima Favarin, 44 anos, ficou indignada ao pegar a ficha e ser informada que só seria atendida pelas 15h.

– Tem cem pessoas aqui na fila, e só há espaço para 30 dentro do cartório. A gente tem de esperar no sol e disputar a sombra de uma árvore. Poderiam liberar a gente para ir embora e voltar mais tarde – diz Fátima.

Segundo o chefe substituto do cartório da 41ª Zona Eleitoral, Juceli Veduim, o judiciário já sabe do problema, mas só a partir da metade de março poderá oferecer outra sala para as pessoas aguardarem. Ele alega que quem for embora com a ficha não é mais atendido porque, antes, a pessoa podia voltar depois, mas muitos não retornavam.

– A gente dava 100 fichas no dia, mas só 80 voltavam – diz.

Ele pede para só ir ao cartório quem realmente necessita, como jovens que vão fazer o primeiro título ou transferência de cidade ou de local de votação. Para poder votar este ano, é preciso fazer isso até dia 2 de maio. O horário é das 13h às 19h, de segunda a quinta, e das 9h às 15h, às sextas.

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