Voltado exclusivamente para escuta, orientação e apoio psicossocial de homens autores ou potenciais autores de violência doméstica e de gênero, o projeto “Linha Calma”, lançado pelo Governo Gaúcho, deu mais um passo para sua implementação. A procura é por entidades parceiras para execução do serviço. A delegada Viviane Viegas, secretária-adjunta da Secretaria da Mulher, com quem conversei sobre o assunto, destacou o exemplo buscado na experiência do CVV (Centro de Valorização da Vida), para a implantação do “Linha Calma”. O atendimento será feito exclusivamente por homens, com a devida qualificação profissional, por uma questão de identificação e para evitar possível inibição por parte dos usuários, justificou a secretária-adjunta.
Reincidência
O objetivo é evitar a reincidência de agressões e promover reflexões sobre masculinidade, controle emocional e convivência pacífica. O canal telefônico e o serviço digital ficarão disponíveis 24 horas por dia, de forma ininterrupta.
Em funcionamento
Os canais de denúncia ou acolhimento para mulheres vítimas de violência que estão operando incluem a Central de Atendimento à Mulher (telefone 180), Escuta Lilás (0800 541 0803), Delegacia Online (Polícia Civil), Emergências (telefone 190) ou whatsapp da Brigada Militar (telefone (51) 985265600).
Assim como na questão do suicídio, em que muitas vezes o suicida dá sinais, o “Linha Calma” quer ajudar a reduzir a incidência de violência doméstica e de gênero, trabalhando na prevenção. Tomara que alcance bons resultados. Os números atuais são preocupantes.
Bem-Me-Quer
Um dos destaques da semana foi a iniciativa do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que através do núcleo Bem-Me-Quer da região central, firmou um termo de cooperação com a Polícia Civil e a Prefeitura de Santa Maria para garantir acolhimento emergencial à vítimas em situação de vulnerabilidade durante o período de plantão das delegacias e do Sistema de Justiça. Vítimas atendidas durante os plantões poderão ser encaminhadas para hospedagem emergencial em hotéis credenciados pelo Município.
Proteção às vítimas Segundo a promotora de Justiça responsável pelo Núcleo Bem-Me-Quer, Giani Saad, a medida foi criada diante da necessidade de afastar as vítimas do ambiente onde ocorreu a violência, quando não há alternativas seguras de acolhimento, especialmente fora do horário de funcionamento dos serviços socioassistenciais.