Uma leitora me mandou uma mensagem indignada, porque encontrou uma caixa cheia de roupas, em bom estado, nos fundos de uma antiga escola. “Vê só, disse ela, não adianta querer ajudar as pessoas, quando nem elas se ajudam”.
Numa coisa ela tem razão, não adianta ajudar quem não se ajuda. Isto, porém, não tira a importância de campanhas meritórias, como a do agasalho, por exemplo, e nem significa um ato de ingratidão por parte de quem recebe doações e delas faz bom uso.
+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp
A vida é assim mesmo. Da mesma forma como o sol ilumina a todos, ela também abraça a todos, indistintamente. A vida é fonte de água pura, a diferença ocorre no trajeto, pelas escolhas que cada um faz.
As virtudes e os vícios são adquiridos no decorrer da existência. Escolher entre o joio e o trigo faz parte do aprendizado, e isso exige tempo, paciência e calma, educar o corpo, a mente e a alma. As tentações vêm de diversas formas.
Não é porque alguém fez mau uso de uma ajuda, que ninguém mais será merecedor do auxílio necessário. Cada um sempre será responsável pelas suas atitudes, mesmo que as vezes se tenha a impressão de que tanto faz como tanto fez.
Crescemos quando conseguimos controlar o primeiro impulso, quando evitamos a condenação generalizada diante de um ato de quem ainda prefere a escuridão apesar do sol oferecer sua luz diariamente, com ou sem reconhecimento.
Grande prova de querer evoluir é o perdão, seja por uma atitude como esta que foi relatada pela leitora, ou até mesmo por uma ofensa grave. Alziro Zarur, criador da Legião da Boa Vontade, dizia que perdoar é transferir a Deus o julgamento, seja do que for ou de quem for.
Coisas aparentemente pequenas geram ondas de impacto que nos afetam e nos desafiam a nos mantermos firmes em nossas convicções, ajudando a quem precisa e aprendendo em cada situação. Agora e depois.
A vida continua, nesta e em outras dimensões!