Vereador afastado em operação sobre “rachadinha” em São Gabriel se manifesta e diz confiar na Justiça

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Foto: Câmara de Vereadores de São Gabriel (Divulgação)

Investigado na Operação Vantagem Indevida, que apura suspeita de “rachadinha” na Câmara de Vereadores de São Gabriel, o vereador Rodrigo Cardoso Machado (PDT) se manifestou na noite desta quinta-feira (19), após ser afastado do cargo por decisão judicial. Ele é um dos parlamentares citados na investigação que apura a possível exigência de vantagens indevidas de assessores como condição para nomeação ou permanência nos cargos. Além de Machado, o vereador Elson Amilton da Silva Teixeira, também do PDT, é investigado. A defesa de Teixeira se manifestou na tarde desta quinta (confira abaixo).

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Em nota publicada em uma rede social, Rodrigo afirmou confiar na Justiça, disse que sempre pautou sua vida pública na honestidade e garantiu que irá colaborar com as investigações.

Confira a manifestação de Rodrigo Machado na íntegra:

"Boa noite amigos. Todo mundo viu o que aconteceu hoje de manhã. Eu sou um cara simples, moro aqui na Vila Maria, sempre trabalhei duro e sempre pautei minha vida pública na honestidade. Nunca tive medo de investigação, porque quem anda certo não teme apuração. Confio na Justiça e no esclarecimento dos fatos. Vou colaborar com tudo o que for necessário. A verdade é o que importa. Quem me conhece sabe da minha história, do meu trabalho e do respeito que sempre tive com o dinheiro público. Sigo tranquilo, com a cabeça erguida."


A defesa de Elson Amilton da Silva Teixeira, conduzida pela advogada Viviane Bertol, se manifestou por meio de nota enviada ao Diário. Confira.

"A defesa registra que o vereador confia plenamente no trabalho da Polícia Civil e do Poder Judiciário, estando certo de que a apuração transcorrerá com serenidade, legalidade e imparcialidade, culminando no pleno esclarecimento dos fatos. Por fim, a defesa reafirma seu compromisso com a verdade, com o devido processo legal e com a preservação da ordem democrática, mantendo-se confiante de que todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas."

Posicionamento da Câmara

Mais cedo nesta quinta, a Câmara de Vereadores de São Gabriel divulgou nota oficial informando que foi surpreendida pelo cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão em gabinetes e pelas decisões que determinaram o afastamento de dois vereadores e dois servidores.

Segundo o Legislativo, não houve comunicação prévia à instituição, que tomou conhecimento das medidas no momento da execução. A Casa afirmou que passou a colaborar com as autoridades e reafirmou compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições.

A nota também destaca que as medidas têm caráter cautelar e individual, não representando juízo definitivo de culpa. A Casa informou ainda que adotará providências administrativas para garantir a continuidade dos trabalhos legislativos.

Manifestação do partido

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) de São Gabriel também se posicionou. Em nota assinada pela presidente da Comissão Provisória municipal, Sandra Xarão, a sigla afirmou manter “compromisso histórico com a ética, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos”.

O partido declarou confiar no trabalho das instituições responsáveis pela apuração e defendeu que a investigação seja conduzida com seriedade, transparência e respeito ao devido processo legal, assegurando a presunção de inocência e o direito de defesa.

A legenda ressaltou ainda que eventuais responsabilidades, se confirmadas, devem ser atribuídas de forma individual, sem associação automática ao partido ou ao conjunto de filiados, e informou que seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

Relembre a operação

A Operação Vantagem Indevida foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (19) pela Polícia Civil, com apoio da Brigada Militar, na Câmara de Vereadores de São Gabriel. A ação apura a suposta prática de crimes contra a Administração Pública.

De acordo com a investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de São Gabriel, há suspeita de exigência de vantagens indevidas de servidores e assessores como condição para nomeação ou permanência em cargos públicos, conduta que pode configurar, em tese, o crime de concussão.

Por determinação judicial, dois vereadores e dois servidores foram afastados e estão proibidos de acessar as dependências da Câmara ou manter contato com integrantes do órgão, seja de forma presencial, virtual ou por intermédio de terceiros, sob pena de prisão em caso de descumprimento.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que passarão por análise e perícia. As investigações seguem em sigilo.

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