Foto: Exército Brasileiro (Divulgação)
Coronel médica Claudia Lima Gusmão Cacho assumirá o posto de general de brigada
Pela primeira vez na história, o Exército Brasileira terá uma mulher no posto de general. O pioneirismo caberá à coronel médica Claudia Lima Gusmão Cacho, de Pernambuco. Ela assumirá o posto de general de brigada nesta quarta-feira (1º), em solenidade que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Exército é a última das três Forças Armadas a promover uma mulher ao generalato. Na Marinha, Dalva Maria Carvalho chegou a contra-almirante (duas estrelas) em 2012, enquanto que Carla Lyrio Martins, na Aeronáutica, foi promovida a brigadeiro em 2020, e a major-brigadeiro, em 2023. Foi a única mulher a chegar a três estrelas. Ambas são médicas.
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O mais alto posto nas três forças é simbolizado por quatro estrelas. Nenhuma mulher foi até hoje promovida até esse nível.
Natural de Recife, capital de Pernambuco, a coronel Claudia ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996 como oficial temporária. Ela atuou inicialmente no 42º Batalhão de Infantaria Motorizada sediado em Goiânia (GO). Após isso, foi aprovada no Concurso de Admissão para a Escola de Saúde do Exército, concluindo o Curso de Formação de Oficiais Médicos em 1998.
Segundo o Exército, ao longo de quase três décadas de serviço, a coronel "construiu uma sólida trajetória na área de saúde operacional e hospitalar, destacando-se pelo desempenho técnico e pela capacidade de liderança em funções de comando e assessoramento".
A oficial foi chefe do Escalão de Saúde do Comando da 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro, diretora do Hospital de Guarnição de Natal, no Rio Grande do Norte, e diretora do Hospital Militar de Área de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
Mulheres no Exército
A presença de mulheres no Exército teve início no século 19. Em 1823, ainda no Império, Maria Quitéria de Jesus Medeiros foi heroína na Guerra da Independência. Desde então, o papel das mulheres nas Forças Armadas tem se expandido.
Durante a Segunda Guerra Mundial, enfermeiras voluntárias contribuíram para os esforços militares. Em 1992, 52 mulheres ingressaram no Quadro Complementar de Oficiais por meio de concurso público.
A partir de 1997, a participação feminina se consolidou ainda mais, com a formação de engenheiras, médicas, dentistas e farmacêuticas militares pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e pela Escola de Saúde do Exército.
Desde 2016, o Exército Brasileiro ampliou as oportunidades para o público feminino ao permitir o ingresso de mulheres na linha de ensino militar bélico. Em 2025, o Exército promoveu, pela primeira vez, mulheres à graduação de subtenente, marco que simbolizou a consolidação da presença feminina no topo da carreira das praças na Força. Elas faziam parte da turma pioneira de 2002, que formou 16 mulheres e quatro homens como terceiros-sargentos.
Atualmente, as primeiras mulheres soldados iniciando o serviço militar. Mais de 33,7 mil mulheres se alistaram no país, inclusive em Santa Maria.
Na cidade, 255 jovens se alistaram. Desse total, 39 ingressaram como soldados, em março, no Colégio Militar de Santa Maria, no Hospital Militar e na Base Administrativa da Guarnição.