As amostras dos outros estados da região ainda não começaram a chegar ao Rio Grande do Sul, porém a rede já está estruturada para atender a demanda.
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Mapeamento
Para qualificar o mapeamento da doença, o Estado também investe na vigilância genômica, mapeando a evolução e as mutações do vírus. Como o Estado já tem capacidade técnica instalada, a implantação da testagem partiu do interesse da própria equipe da Secretaria da Saúde (SES) em fornecer um resultado de qualidade para a população.
A bióloga Regina Barcellos, que atua nos diagnósticos, explica como funciona o processo para viabilizar o resultado de forma mais rápida possível:
– As amostras de casos suspeitos são encaminhadas pelas vigilâncias municipais e utilizamos os protocolos do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças, em inglês Center for Disease Control and Prevention), amplamente utilizadas em todo o mundo, que envolve uma detecção por PCR em tempo real, também utilizada na pandemia de covid-19, o que nos ajuda para um resultado rápido.
Segundo o coordenador da Vigilância Genômica no Estado, Richard Salvato, o vírus de DNA, como o da monkeypox, tem uma taxa de mutação mais lenta; no entanto, essa velocidade está mais alta que o esperado. Em poucos dias, a média diária de testes passou de cinco para mais de 20.
Também compõem a rede de referência do Ministério da Saúde outros sete laboratórios: o Laboratório de Enterovírus da Fiocruz-RJ, o Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais (Lacen/MG), Instituto Adolpho Lutz (Lacen-SP), Laboratório de Biologia Molecular do Vírus do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (LBMV/UFRJ); Laboratório Central do Distrito Federal (Lacen-DF), a Fiocruz do Estado do Amazonas; e o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará.
Atualizações
Na terça-feira (16), o Rio Grande do Sul registrou 47 casos confirmados de monkeypox e 202 em investigação. Em 2022, é a primeira vez que a transmissão acontece em vários continentes, sem vínculo com viagens à África, região considerada endêmica, onde o vírus já circula há algumas décadas. O diagnóstico para o monkeypox é feito por um teste do tipo PCR seguido de sequenciamento viral.
Varíola do macaco em RS
Casos confirmados – 47Casos em investigação – 202Municipios com casos confirmados – Porto Alegre (15), Viamão (4), Caxias do Sul (4), Canoas (3), Garibaldi (3), Igrejinha (3), Novo Hamburgo (3), Uruguaiana (2), Campo Bom (1), Esteio (1), Gramado (1), Monte Belo do Sul (1), Passo Fundo (1), Parobé (1), São Leopoldo (1), Santo Angelo (1), São Marcos (1) e Sapiranga (1).
Fonte: Informe sobre a Monkeypox no Rio Grande do Sul da Secretaria Estadual de Saúde – 16/08/2022
Orientações
O quadro clínico do atual surto é caracterizado por sintomas de erupções cutâneas localizadas, por vezes em apenas uma parte do corpo. O contágio acontece pelo contato direto com as lesões da pele ou com objetos contaminados. A transmissão também pode ocorrer por gotículas respiratórias em contatos próximos.
Por isso, todo caso suspeito deve ser isolado, realizado teste laboratorial e notificado. Na ausência de complicações ou fatores de risco (como imunossupressão ou gravidez), o isolamento pode ser cumprido em domicílio, com os devidos cuidados do paciente com os demais coabitantes. A duração deve ser até a queda das crostas da pele e cicatrização das lesões. Durante esse período, a vigilância do município permanece em contato com a pessoa para o monitoramento.
O Governdo do Estado disponibiliza suporte pelo Telessaúde RS para profissionais da Atenção Básica. Basta entrar em contato pelo telefone 0800-644-6534. O canal é destinado exclusivamente para profissionais da saúde.
*com informações da SES
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