Fotos: Vinicius Becker (Diário)
Além de presente, os biscoitos também aparecem como alternativa para quem busca fugir do chocolate.
É no lar da família Pontelli Flores que biscoitos de mel em formato de coelhos, ovinhos e cenouras ganham cor, detalhes e acabamento antes de chegar às mesas como presentes delicados de Páscoa. Embora a data seja tradicionalmente associada ao chocolate, os biscoitos surgem como alternativa para diferentes perfis de consumo.
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Um a um, eles são assados, cobertos com glacê, decorados e embalados em um processo que exige cuidado, organização e muito trabalho em equipe para dar conta da demanda. Só para a data, a produção ultrapassa os 25 mil biscoitos. São cerca de 3 mil a 3,5 mil kits com oito unidades cada, além de outros modelos maiores e da linha tradicional que segue sendo produzida para atender clientes fixos.

À frente do negócio está Roselaine Pontelli Flores, 59 anos, que viveu por mais de 20 anos no Equador com o marido, o equatoriano Guido Hernán Flores Andrade, 66 anos. Há cerca de 15 anos, quando a família decidiu recomeçar no Brasil, a ideia era investir em um negócio que pudesse ser iniciado rapidamente e com baixo custo. A escolha veio da própria trajetória de Roselaine: durante os anos que morou no país vizinho, ela teve uma pequena loja de doces brasileiros e foi lá que começou a aprender a fazer biscoitos decorados.

O nome escolhido também carrega essa história. “Capuli” é uma fruta comum no Equador, semelhante à jabuticaba, e acabou sendo adotado por sugestão do marido Guido. A ideia inicial era mudar depois, mas o nome se consolidou.
No começo, os biscoitos eram simples, vendidos diretamente a clientes em Santa Maria. Hoje, a produção abastece lojas na cidade e em outros municípios não só da Região Central, como Ijuí, Faxinal do Soturno, Nova Palma e Júlio de Castilhos, além de remessas para outros Estados, como Mato Grosso e Goiás.

– O biscoito é usado para várias situações. Tem muita gente que compra para lanche, para mandar para o colégio. A gente ouve bastante: "meu filho só come essas bolachinhas". Os saquinhos menores acabam sendo ideais por isso, porque são porções pequenas. Também serve para ter em casa, receber visitas ou até como um mimo, um presente simples que sempre agrada.

Produção intensa e calendário apertado

Diferentemente do Natal, quando a produção começa cinco meses antes e a produção chega a 60 mil biscoitos, a Páscoa exige uma operação mais concentrada. Os trabalhos se iniciam em janeiro e, em poucos meses, toda a estrutura da cozinha é direcionada para dar conta da demanda. Nesse período, a linha tradicional acaba ficando em segundo plano. Ainda assim, a equipe tenta manter o atendimento aos clientes fixos, conciliando diferentes pedidos.
– Para nós, a Páscoa é bem corrida pelo pouco tempo de produção. No Natal, a gente começa em agosto, mas, na Páscoa, iniciamos em janeiro, então o período é mais curto. Nesse tempo, nos dedicamos praticamente só à produção de Páscoa e deixamos um pouco de lado a linha comercial que mantemos ao longo do ano – explica Roselaine.

Trabalho artesanal e divisão de tarefas

A produção envolve diferentes etapas e uma divisão bem definida de funções dentro da própria família. Guido é responsável pela massa e pelo ponto de forno. Os biscoitos já saem assados e padronizados, prontos para as etapas seguintes. Depois, entram outras mãos no processo: aplicação da base, decoração, secagem e embalagem. Nessa parte, Roselaine recebe reforço da filha, Luciana Pontelli Flores, 29 anos, e da prima, Juliana Pontelli, 38 anos.
Essa é uma das etapas mais trabalhosas do processo. Diferentemente de técnicas mais comuns, que utilizam mangas de confeitar, a família desenvolveu um método próprio para aplicar uma camada mais fina de glacê no biscoito, que reduz o açúcar sem perder o acabamento.


Após decorados, os biscoitos passam por um processo de secagem no forno, em temperatura baixa, antes de serem embalados.
– O cuidado que a gente tem na decoração e na finalização do produto também precisa estar presente na embalagem. Não adianta ter um biscoito bonito se ele não estiver bem embalado. Ele precisa ser visto, mas também protegido. A gente pensa em todo o processo, inclusive no momento em que vai para as lojas, onde será manipulado. Por isso, precisa estar bem acomodado no saquinho, firme. São muitos detalhes que precisam ser levados em consideração – detalha Roselaine.

Para Roselaine, a rotina intensa da produção ganha sentido ao ver o resultado final de cada data comemorativa.
— É muito satisfatório conseguir atender bastante gente, embora nem sempre seja possível dar conta de todos os pedidos. Mesmo assim, é gratificante. Cada data parece um recomeço, sempre com modelos novos, ideias diferentes. E, no fim, fica a sensação de dever cumprido, de que deu tudo certo - diz.

Ainda dá tempo de pedir?

A produção de alguns modelos de biscoitos já foi encerrada nesta reta final, mas a equipe segue produzindo os kits, especialmente o mais procurado, com oito unidades, vendido por R$ 17, garantindo opções para quem deixou a compra para os últimos dias.
As encomendas podem ser feitas pelo número: (55) 991220606. Veja a tabela de valores abaixo:
Saquinho mini miscoitos
(8 unidades)
- R$ 17
Sacão mini biscoitos
(24 unidades)
- R$ 51
Sacão mini biscoitos
(32 unidades)
- R$ 68
Pote mini biscoitos
(32 unidades)
- R$
Sacão biscoitos menos açúcar (novidade)
(24 unidades)
Biscoitos de 5 a 6 cm
- R$ 40