Ato nacional contra feminicídios mobiliza Santa Maria neste sábado

A exemplo de outras cidades no país, Santa Maria entra na cruzada contra os feminicídios com a realização, neste sábado (13), de um ato público. A mobilização está marcada para as 9h, na Praça Saldanha Marinho, e integra o movimento “Nem uma a menos”, que reúne sindicatos, além de coletivos de mulheres, movimentos sociais e partidos políticos. O objetivo central é denunciar a violência que atinge mulheres em todo o país e reafirmar a urgência de garantir vidas livres de agressão.

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De acordo com a organização, o ato também será um espaço de denúncia contra a impunidade, recentemente reforçada pela Câmara Federal com a aprovação do projeto que reduz penas e pode anistiar responsáveis por ataques à democracia.

Entre as entidades, participam a Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Santa Maria (Sedufsm), a Casa Verônica e o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers).

A pauta organizada para a manifestação contempla os seguintes pontos:

  • Ampliação das delegacias da mulher 24h;
  • Defesa dos direitos reprodutivos;
  • Fim da escala 6 x 1;
  • Remuneração para o trabalho doméstico;
  • Divulgação de dados reais sobre violência doméstica;
  • Acolhimento especializado para mulheres negras, indígenas, trans e com deficiência.

Números da violência

Segundo a organização, o anuário brasileiro de segurança pública e do ministério da Saúde apresentam dados que mostram uma verdadeira epidemia de violência contra as mulheres. Conforme esses órgãos, a cada 10 minutos ocorre um feminicídio no país; a cada 4 minutos uma mulher é agredida e sobrevive; a cada 6 minutos acontece um estupro; e a cada 30 segundos uma mulher sofre algum tipo de violência.

O Observatório da Mulher contra a Violência (OMV) do Senado Federal, junto com o Instituto Natura e a organização Gênero e Número também, apresentaram dados preocupantes publicados recentemente pelo  ‘Brasil de Fato’. Segundo o Mapa Nacional da Violência de gênero elaborado por essas instituições, cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses.

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