Anvisa aprova uso de duas vacinas bivalentes para dose de reforço contra Covid-19

Vitória Parise

Anvisa aprova uso de duas vacinas bivalentes para dose de reforço contra Covid-19

MARCELO OLIVERA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na noite desta terça-feira (22), o uso emergencial de duas vacinas bivalentes contra a covid-19. Três dos cinco diretores aprovaram o uso dos imunizantes produzidos pela Pfizer para proteger contra as subvariantes da Ômicron do novo coronavírus. O órgão autorizou a aplicação como doses de reforço em pessoas a partir de 12 anos, três meses depois da última dose de reforço.

Consideradas de segunda geração, as vacinas bivalentes protegem contra a variante original do novo coronavírus, da Província de Wuhan (China), e contra as últimas subvariantes da Ômicron. Esta última é mais transmissível, porém mais branda, com o vírus se concentrando na garganta e não atingindo os pulmões. A variante original é menos contagiosa, porém mais perigosa e mais mortal.

Características das vacinas aprovadas 

Identificadas por tampa na cor cinza. O rótulo trará a seguinte identificação: Comirnaty® Bivalente BA.1 ou Comirnaty® Bivalente BA.4/BA.5;

Cada frasco possui seis doses e a vacina não deve ser diluída;

Indicadas para a população a partir de 12 anos de idade;

Indicadas como reforço. Devem ser aplicadas a partir de três meses após a série primária de vacina ou reforço anterior;

Validade de 12 meses, quando estocadas de -80°C a -60°C ou de -90°C a -60°C;

Podem ser armazenadas em geladeira, entre 2°C e 8°C, por um único período de até dez semanas, não excedendo a data de validade original. 

Foto: Reprodução

Compra

Atualmente, o Ministério da Saúde tem um contrato para a aquisição de 100 milhões de doses da Pfizer a serem entregues a partir deste ano. O acordo prevê o acréscimo de 50 milhões de doses, inclusive imunizantes atualizados ou pediátricos, caso o ministério peça. Durante seu voto, a diretora Meiruze Souza Freitas, relatora do processo, disse que as vacinas bivalentes já são usadas em várias partes do mundo e que, apesar das vacinas originais continuarem eficazes, as bivalentes acrescentam uma opção de imunização. Ela conclamou a importância da vacinação porque, segundo ela, ainda não é possível saber a gravidade das variantes BA4/BA5.

Em agosto, a Pfizer enviou à Anvisa o primeiro pedido de análise da vacina bivalente que protege contra a subvariante Ômicron BA.1. No fim de setembro, a fabricante entrou com o segundo pedido de análise, contra as subvariantes BA.4 e BA.5.

Número de casos cresce no Brasil

A decisão da agência ocorre no momento de aumento de casos no país ligados à circulação de uma nova subvariante da Ômicron. Na semana passada, o Ministério da Saúde emitiu alerta sobre a circulação de novas linhagens no país. De acordo com o Ministério da Saúde, a média móvel de casos subiu 120% na semana de 6 a 11 de novembro em relação à semana anterior. Os óbitos aumentaram 28% na mesma comparação.

Estado emite alerta e recomendações devido à subvariante BQ.1 e aumento dos diagnósticos de covid-19

Nove casos da subvariante BQ.1 da Ômicron são registrados no Estado, três deles em Santa Maria

*com informações da Agência Brasil e Ministério da Saúde

Carregando matéria

Conteúdo exclusivo!

Somente assinantes podem visualizar este conteúdo

clique aqui para verificar os planos disponíveis

Já sou assinante

clique aqui para efetuar o login

Jovem fica ferido após ser atingido com golpe de facão na nuca em Santa Maria Anterior

Jovem fica ferido após ser atingido com golpe de facão na nuca em Santa Maria

Anvisa volta a exigir o uso de máscaras em aeroportos e aviões Próximo

Anvisa volta a exigir o uso de máscaras em aeroportos e aviões

Geral