contra a covid-19

Álcool glicerinado produzido pela UFSM será usado no segundo turno das eleições

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data-filename="retriever" style="width: 100%;">Foto: UFSM (Divulgação)

O segundo turno das eleições municipais terá reforços da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) no combate à Covid-19. É que nesta semana a instituição doou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio Grande do Sul cerca de 280 litros de álcool glicerinado, que serão usados na higienização das mãos dos eleitores de todas as seções eleitorais de Santa Maria e dos distritos.

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De acordo com a chefe de cartório da 41ª Zona Eleitoral, Raquel Curto de Souza, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) distribuiu a todos os municípios um kit com álcool gel. Entretanto, o uso foi intenso no primeiro turno, e para auxiliar na votação deste domingo surgiu a parceria com a universidade.

- Nós vamos distribuir o antisséptico em todas as seções eleitorais, junto com o material que recebemos do TSE. Com certeza esse auxílio será fundamental - comentou Raquel. 

style="width: 100%;" data-filename="retriever">Foto: UFSM (Divulgação)
Antisséptico foi entregue nesta semana para o TRE

A produção do antisséptico é realizada por servidores do Colégio Politécnico e do Departamento de Química, a partir de doações da Receita Federal de bebidas alcoólicas apreendidas em fiscalizações. A parceria entre a UFSM e a Receita Federal começou em 2009, mas antes o trabalho era voltado para a produção de combustível para a frota da universidade. Entretanto, com a pandemia, as produções se concentraram em álcool glicerinado. 

- Nós recebemos uma mistura, que chamamos de mix, com bebidas com alto teor alcoólico, como whisky, vodka e cachaça, e começamos o processo de destilação. O princípio é o mesmo do álcool em gel. Ele é líquido e a glicerina é o que faz o antisséptico ficar mais tempo em contato com a mão - explica o professor Filipe Fagan Donato, que coordena a produção.  

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Neste ano, mais de 7,5 mil litros de álcool líquido, glicerinado e gel foram produzidos e distribuídos para uso na própria UFSM. Além de ser uma ajuda em meio à pandemia, as produções na usina piloto de etanol também são uma solução aos problemas de destinação correta dos materiais apreendidos. Com 30 mil litros de bebidas, é possível produzir cerca de 10 mil litros de álcool.

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Na sala de envase (da esquerda para a direita), os servidores do Colégio Politécnico Dejanir Pissinin e Tatiane Codem, o professor Filipe Fagan Donato e o servidor Daniel Pazzini Eckhardt

Dos três materiais utilizados para fabricar o álcool glicerinado (álcool etílico, peróxido de hidrogênio e glicerina), apenas o peróxido de hidrogênio é comprado. A glicerina é uma doação da empresa Granol. Na ação destinada ao TRE, as embalagens foram doadas pela CVI. O produto, depois de pronto, passa ainda pelos professores Edson Irineu Müller, Rodrigo Cordeiro Bolzan e Érico Flore, do Laboratório de Análises Químicas, Industriais e Ambientais (Laqia), do Departamento de Química, que fazem o controle de qualidade.

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