Greve na UFSM paralisa setor financeiro do Centro de Ciências Rurais em Santa Maria

Greve na UFSM paralisa setor financeiro do Centro de Ciências Rurais em Santa Maria

Foto: Rian Lacerda

A greve dos servidores técnicos-administrativos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) completa 80 dias nesta quarta-feira (13) e segue trazendo impactos em diferentes setores da instituição. A paralisação, que começou no dia 23 de fevereiro, afeta atendimentos administrativos, tramitação de processos e atividades acadêmicas. No Centro de Ciências Rurais (CCR), o reflexo ocorre no núcleo financeiro, o que resultou no adiamento de viagens de estudos e na interrupção de compras e licitações. Nem a UFSM e nem o movimento de greve sabem mensurar o tamanho dos impactos nos demais cursos das instituição. 

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O diretor do CCR, Alessandro Dal'Col Lucio, 53 anos, explica que os três servidores do setor financeiro aderiram ao movimento grevista desde o primeiro dia. Sem o andamento das finanças, contratações de serviços, compras de materiais e reformas precisaram ser pausadas. Além disso, algumas aulas práticas que necessitavam de deslocamentos e viagens foram adiadas para o final do semestre ou canceladas.


Não consigo contratar uma empresa para fazer um serviço hoje. Tenho uma empresa licitada, mas não consigo fazer o empenho para essa empresa funcionar porque dependo do meu financeiro. Então a gente joga para a frente e esse serviço vai ser feito adiante – explica.


Apesar dos entraves burocráticos, a rotina acadêmica interna foi mantida. Todos os laboratórios de ensino e pesquisa do CCR seguem operando. Os serviços prestados para a comunidade externa também continuam funcionando normalmente por meio de projetos registrados nas fundações de apoio da universidade, que possuem gestão financeira própria. O cronograma de formaturas do centro não sofreu alterações e não há risco de atrasos para os concluintes das ciências rurais. Pelo menos é o que diz o diretor da CCR. 


Outro ponto garantido dentro do CCR é o pagamento integral das bolsas estudantis. O diretor destaca que o serviço foi classificado como essencial pelo próprio comando de greve da universidade.


– Nenhum aluno bolsista do CCR, de qualquer categoria ou nível, está deixando de receber em função do movimento grevista. Todos estão recebendo sim – ressalta.


Impacto em outros centros de ensino

No curso de Odontologia, estudantes relatam o risco de atraso na conclusão do curso em função da interrupção das aulas práticas. O motivo principal seria a paralisação do serviço de esterilização de materiais clínicos.


O diretor do CCR confirmou que o tema foi debatido internamente no fórum de diretores da universidade. Houve inclusive uma tentativa de transferir a esterilização dos equipamentos odontológicos para a estrutura do Hospital Veterinário (HU), mas as tratativas não avançaram na prática.


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