O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável por aplicar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), liberou, na manhã desta terça-feira (17), a consulta ao espelho e à vista pedagógica da redação. Porém, as acessar o documento, muitos candidatos encontraram inconsistência no somatório das notas. A partir das primeiras reclamações nas redes sociais, o Inep e o Ministério da Educação (MEC) bloquearam os acessos ao material e retiraram do ar as publicações que anunciavam a liberação das notas e dos espelhos. A nota oficial do Enem foi divulgada em janeiro.
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O espelho é a versão digitalizada da redação, com o texto escrito pelo candidato no dia da prova. Já a vista pedagógica mostra como os corretores avaliaram o texto, com a indicação das notas aplicadas a cada uma das cinco competências avaliadas.
Entenda
A pontuação máxima da redação do Enem é mil. Para se chegar a esse resultado, os avaliadores analisam o texto com base em cinco competências, cada uma valendo até 200 pontos. As competências incluem domínio da escrita formal, compreender a proposta da redação e atender o tema; utilizar informações, fatos e argumentos para defender um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos para construir a argumentação; e apresentar uma proposta de intervenção para o problema abordado. A última edição do Enem teve como tema: “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”.
Um dos casos aponta que a candidata tirou 760 na redação do Enem. Porém, na vista pedagógica, que ela conseguiu acessar, constavam as seguintes notas: competência 1 (160), competência 2 (170), competência 3 (140), competência 4 (180) e competência 5 (170), que, somadas, resultam em 820 pontos.
Candidatos protestam
Por meio das redes sociais, diversos candidatos se manifestaram apontando incoerências no somatório das notas. Outros protestaram pelo fato de não conseguirem acessar a prova e pelo Inep ter bloqueado o acesso aos espelhos após a identificação da falha.
Na tarde desta terça, o Inep voltou a liberar o acesso ao espelho e à vista pedagógica da redação. O órgão negou que houvesse erro nas notas do Enem. Informou ainda que “solicitou ao Cebraspe, empresa aplicadora do Enem 2025, correção na apresentação das notas por competências da redação”.