Faltando poucos dias para o verão, há quem esteja correndo para perder peso. E, para chegar lá, só fazendo regime, algo que, para muitos, traz as lembranças de uma alimentação restritiva. Porém, de acordo com especialistas, a dieta também pode ser associada a um hábito saudável.
- Sou contra radicalismos. Eu acredito no equilíbrio - diz a nutricionista estética e esportiva Andressa da Rosa Rodrigues.
Para emagrecer com saúde, os profissionais recomendam uma dieta individual e personalizada, baseada nas necessidades de cada organismo.
- Antes de prescrever algo, nós avaliamos o objetivo do paciente, o histórico familiar e os exames bioquímicos - comenta a nutricionista e mestre em Endocrinologia, Maristela Resch. A mesma opinião é compartilhada por Andressa:
- A dieta ideal é a sua, e não a do seu colega, da blogueira ou da vizinha.
Para aprender a respeitar os limites do próprio corpo, especialistas destacam a importância de entender as diferenças entre os tipos de dietas que estão "na moda" nas redes sociais.
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DIETA PALEOLÍTICA
Conhecida como "paleo", a dieta paleolítica é inspirada em uma alimentação semelhante à de nossos ancestrais, incluindo carnes, ovos, raízes, tubérculos, frutas e verduras.
- Nesta dieta, são proibidos o consumo de refinados, como farinha e industrializados. Mas nós vivemos em uma cultura, onde queremos os alimentos prontos para serem consumidos, por isso, pouca gente adere à paleo - comenta.
Além disso, alguns cuidados devem ser tomados. De acordo com Maristela, é fundamental um acompanhamento nutricional para não deixar faltar nutrientes.

LOW CARB
O termo em inglês define a redução da quantidade de carboidratos ingeridos na alimentação.
- Como o próprio nome diz, ela significa baixo carboidrato, e não zero carboidrato - esclarece Andressa.
Ainda segundo a nutricionista, a dieta fraciona a alimentação em porcentagens, sendo 50% carboidratos (arroz, batata, pão, mandioca, etc), 30% de gorduras e 20% de proteínas (carne, frango, ovo, peixe, etc.).
- Essa dieta é muito restritiva e causa um desconforto, principalmente, no início - opina Maristela.
Por conta disso, Maristela comenta que alguns pacientes apresentam fraquezas e náuseas. Porém, outras pessoas se adaptam facilmente ao novo cardápio.
JEJUM INTERMITENTE
De acordo com Andressa, este modelo de dieta surgiu por meio do jejum do Ramadã, realizados pelos muçulmanos, onde o objetivo é ficar sem comer por um período que pode variar entre oito horas e 12 horas.
- É um modelo alternativo de restrição energética induzida, onde existem vários tipos - explica Andressa.
Maristela explica que algumas pessoas adeptas ao jejum intermitente podem acabar ficando com o metabolismo mais lento, pois pulam refeições importantes ou comem demais nos intervalos que antecedem o jejum.
- Há condições onde o jejum é totalmente inviável, por exemplo, no caso de pacientes com hipoglicemia - comenta Maristela.
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Para a profissional, o jejum noturno de 12 horas é o ideal e o que pode proporcionar um resultado mais eficaz.
- É quando acontece a multiplicação de bactérias boas para o intestino. Mas, além disso, não vejo muitos benefícios.
GLÚTEN E LACTOSE
A dieta exclui alimentos que contenham glúten, como pães, massas e bolos, e derivados do leite, como queijos, nata e creme de leite.
- É importante lembrar que esse tipo de dieta não traz nenhum benefício às pessoas que não têm intolerância a esses alimentos - esclarece Maristela.
A perda de peso ocasionada ao aderir a dieta está relacionada, na verdade, à pouca ingestão de calorias.
- Mas a gente pode estar deixando de reduzir nutrientes importantes e prejudicando a nossa saúde - explica Maristela.
(Colaborou Renata Teixeira)