Sabe o que é curioso na vida? É que sem perceber a gente muitas vezes acaba sendo diferente para cada pessoa que cruza o nosso caminho. Tem gente que vai dizer que você é calado, outros juram que você fala demais. Alguns vão lembrar de você com carinho, outros nem vão lembrar. Para alguém você pode ser visto como um herói e nunca vai faltar alguém para afirmar que você é o vilão da história.
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E no meio disso tudo você segue sendo você. Mas não o mesmo você para todo mundo, porque no fundo a verdade é que somos feitos de versões. Versões que moram na lembrança dos outros, que nascem de momentos passageiros, olhares apressados, dias bons, dias ruins. Você nunca vai saber exatamente como soa a sua risada para os outros, você nunca vai entender completamente o impacto da sua presença, nem da sua ausência.
Para você, você é um só, mas para o mundo você é visto de mil maneiras diferentes. E aí vem o ponto mais importante: não tente agradar a todos, não se preocupe tanto em se encaixar em todas essas versões. Você nunca vai conseguir controlar como os outros te veem, mas pode escolher como você se sente consigo mesmo.
Seja você, com seus silêncios, com suas falas, com os seus defeitos e as suas virtudes, conviva da melhor forma com a escuridão dos seus lados obscuros, e com as luzes do seu brilho, porque no final do dia, quando tudo silencia, a única versão que dorme com você, é a verdadeira. A questão é: qual é a sua versão verdadeira?
Quando li este texto na internet, de autoria desconhecida, me lembrei de Carl Jung, famoso psiquiatra e psicoterapeuta suíço. Ele afirmou que o mundo perguntará quem você é, e se você não souber, o mundo lhe dirá quem você deve ser. Passamos por diferentes situações, e em cada uma poderemos ter atitudes e comportamentos diferentes.
Numa carta que escreveu em 1916, Jung disse: “quem olha para fora, sonha: quem olha para dentro, desperta”. Precisamos olhar para dentro, para fortalecer nossa própria identidade, descobrir novas forças e vencer os nossos desafios e até os nossos pesadelos. Agora e depois.