A economia do esporte e o papel de Santa Maria

Osucesso das edições da Maratona de Santa Maria mostrou que ela deixou de ser apenas um evento esportivo para se tornar um retrato claro do potencial do esporte como motor de desenvolvimento local. A cada edição, a cidade recebe atletas, equipes técnicas, familiares e visitantes, movimentando hotéis, restaurantes, transporte, comércio e serviços. O que começa com uma prova de rua se desdobra em renda, visibilidade e ocupação urbana, evidenciando que o esporte, em Santa Maria, também é uma atividade econômica relevante.

Os dados consolidados de 2025 confirmam essa percepção. A economia do esporte – que envolve clubes, academias, gestão de instalações esportivas, comércio de artigos esportivos, eventos, lazer e recreação – apresentou saldo positivo de empregos no município e mantém mais de mil postos de trabalho ativos. É uma cadeia produtiva real, com impacto direto na geração de renda e na dinâmica urbana.

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Muito além do jogo: a cadeia produtiva

Quando se fala em economia do esporte, é comum pensar apenas em atletas ou competições. Na prática, a cadeia é muito mais ampla. Ela inclui academias e centros de treinamento, profissionais autônomos, clubes sociais e esportivos, lojas de artigos esportivos, serviços de aluguel de equipamentos, produção e organização de eventos, além de atividades ligadas ao lazer, à dança, à recreação e ao entretenimento.

Em Santa Maria, essa cadeia mostrou força em 2025. O município conta 362 empresas ativas com Cnae de esporte, só em 2025 foram 51 novas empresas do setor, com destaque para o Centro, com 8 novas empresas, Camobi, com 6, e Nova Santa Marta, com 4. A maioria delas é de pequeno porte, o que reforça o papel do esporte como gerador de oportunidades para micro e pequenos empreendedores locais.

Eventos esportivos, como a Maratona, funcionam como catalisadores desse sistema. Eles ativam simultaneamente vários elos da cadeia: serviços de alimentação, hospedagem, transporte, comunicação, saúde, segurança e comércio. O impacto vai além do dia do evento, alcançando planejamento, preparação e divulgação.

Desenvolvimento econômico

Além do impacto econômico direto, a economia do esporte exerce um papel estratégico no bem-estar social. A ampliação de academias, clubes, espaços esportivos e eventos incentiva hábitos saudáveis, promove inclusão social, fortalece vínculos comunitários e contribui para a qualidade de vida da população. Trata-se de um setor que gera emprego e renda, mas também saúde, convivência e pertencimento. 

Para uma cidade com o perfil de Santa Maria, polo regional de serviços, educação e qualidade de vida, investir na cadeia produtiva do esporte é também uma estratégia de desenvolvimento urbano. O esporte ativa a economia local, valoriza os espaços públicos, atrai visitantes e projeta a cidade regionalmente, ao mesmo tempo em que produz benefícios sociais duradouros.

Os dados de 2025 mostram que o esporte, em Santa Maria, já é mais do que uma prática social ou recreativa: é um setor econômico estruturado, com capacidade de gerar empregos, apoiar o empreendedorismo e melhorar a qualidade de vida. Reconhecer e fortalecer a economia do esporte é investir simultaneamente em desenvolvimento econômico e bem-estar social. Para Santa Maria, essa é uma oportunidade concreta de alinhar crescimento, saúde e identidade urbana, consolidando o esporte como parte estratégica do futuro da cidade.

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Ronie Gabbi

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