Deni Zolin, 1º/04/2026
Trecho perto de Santa Cruz do Sul está sendo duplicado pela Rota.
As enchentes de maio de 2024, que destruíram longos trechos da RSC-287, em Candelária e Mariante, no interior de Venâncio Aires, ainda causam impacto para os motoristas que viajam pela rodovia, principal ligação de Santa Maria com Porto Alegre. Dois anos e dois meses depois, as obras de reconstrução começaram nos dois locais, e a pedido do Diário, o Estado divulgou por quanto tempo os motoristas precisarão conviver com os desvios. Segundo a Secretaria da Reconstrução Gaúcha, a previsão é duplicar os 3 km destruídos pela enchente em Candelária até o fim de 2027, enquanto os 8 km de Mariante serão reconstruídos e duplicados até abril de 2028. Esses prazos, segundo o Estado, foram alinhados nos últimos dias entre a Secretaria da Reconstrução e a Rota de Santa Maria.
A concessionária afirmou que "as intervenções executadas e em andamento na RSC-287 vão muito além da recuperação dos danos provocados pelas enchentes. Os projetos incorporam novos parâmetros de engenharia e resiliência climática, com estruturas dimensionadas para aumentar a capacidade hidráulica da rodovia, elevar a segurança dos usuários e reduzir a vulnerabilidade da infraestrutura frente a eventos climáticos extremos."
A Rota também esclareceu na sexta (03) que, em Candelária, um dos lados da duplicação será concluído em julho de 2027, quando o desvio deve ser desativado, e o outro lado, em dezembro do ano que vem. Segundo a Rota, “na travessia sobre o Rio Pardo, a nova ponte da duplicação está sendo construída em cota mais elevada e com maior capacidade hidráulica, seguindo os critérios de resiliência climática desenvolvidos pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas e as diretrizes estabelecidas pelo Estado. A estrutura terá 130m de extensão, composta por quatro vãos com vigas”.
A nota segue: “O projeto contempla a implantação de quatro novas pontes secas (duas por pista), nos kms 135 e 136, cada uma com 40 metros de extensão. Essas estruturas ampliam significativamente a capacidade de escoamento das águas durante períodos de cheia, contribuindo para maior segurança e continuidade da operação da rodovia. O projeto também prevê a utilização de pedra para reforço e proteção dos aterros, aumentando a estabilidade da infraestrutura frente à ação das águas e reduzindo os riscos de erosão em eventos climáticos extremos.”

Já em Mariante, a Rota prevê que um lado da rodovia, de 8 km, fique pronto em setembro de 2027, e o outro seja concluído em abril de 2028, deixando a estrada duplicada. A nota da Rota diz: “Na região de Mariante, um dos trechos mais impactados pelas enchentes de 2024, o projeto representa uma transformação completa da infraestrutura viária. Ao longo de 6 km, serão implantadas 14 novas pontes secas (7 por eixo da rodovia), totalizando 1.360 metros de novas estruturas, o que amplia de forma expressiva a capacidade hidráulica. As obras incluem a elevação das pistas, a utilização de enrocamento (de pedra) na construção dos aterros para aumento da resistência contra a força das águas e a implantação de uma rótula alongada no km 62, proporcionando maior segurança e fluidez ao tráfego. As intervenções foram concebidas para tornar o trecho mais resiliente e preparado para eventos climáticos extremos.”
Duplicações já prontas
- 4,2 km – Trecho urbano duplicado pela EGR em Santa Cruz, incluindo o viaduto do Fritz e Frida: entregue em 2018
- 4 km – Trecho urbano duplicado em Santa Cruz, feito pela Rota: entregue em setembro de 2025
- 2 km – Trecho urbano duplicado em Tabaí, pela Rota: entregue em setembro de 2025
- 6 km – Trecho rural duplicado entre Tabaí e Taquari, pela Rota: entregue em fevereiro de 2026
Duplicações que estão em obras
- 6 km – Duplicação, do km 91 ao km 97, em Santa Cruz do Sul, pela Rota, até março de 2027
- 13 km – Duplicação, do km 78 ao km 91, em Venâncio Aires, pela Rota, até julho de 2027
- 11 km – Duplicação, do km 105 ao km 116, em Vera Cruz, pela Rota, até dezembro de 2027
Duplicações iniciadas nos trechos destruídos
- 3 km – Reconstrução e duplicação em Candelária (entre km 134 e o km 137), pela Rota. Entrega da pista da futura duplicação até julho de 2027, e entrega da reconstrução da pista antiga, porém mais elevada, até dezembro de 2027
- 8 km – Reconstrução e duplicação em Mariante (do km 55 ao 63), pela Rota. Entrega da pista da futura duplicação até setembro de 2027, e entrega da reconstrução da pista antiga até abril de 2028
Total previsto até abril de 2028 – 57 quilômetros duplicados
O cronograma de duplicações dos 204 km da RSC-287 previsto no contrato
- Até 2030 – 130 km duplicados entre Novo Cabrais e Tabaí
- Até 2042 – 74 km duplicados de Santa Maria a Novo Cabrais*
*O Estado prometeu, na revisão dos 5 anos do contrato, agora em agosto, determinar a nova data para antecipar a duplicação ao menos dos 22 km entre Santa Maria e o Trevo do Santuário, na Quarta Colônia. Ainda serão definidos o custo extra e a nova data que esse trecho será duplicado