Foto: Vitória Parise (Diário)
O primeiro a depor na manhã desta terça é o perito Áureo Felipe Norberto Duarte
O Grupo Diário realiza, a partir desta segunda-feira (29), uma cobertura especial do julgamento dos três policiais militares acusados pela morte de Gabriel Marques Cavalheiro, de 18 anos. A sessão do Tribunal do Júri ocorre no Foro da Comarca de São Gabriel e tem previsão de durar até quatro dias.
+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp
Diretamente de São Gabriel, a repórter Vitória Parise acompanha todos os desdobramentos do julgamento, com entradas ao vivo na Rádio CDN (93.5 FM), boletins e atualizações sobre o andamento da sessão, desde a formação do Conselho de Sentença até os depoimentos, interrogatórios, debates entre acusação e defesa e, posteriormente, a leitura da sentença.
O caso Gabriel teve grande repercussão no Rio Grande do Sul e no país desde o desaparecimento do jovem, em agosto de 2022. Quase quatro anos depois, os três policiais militares denunciados pelo Ministério Público começam a ser julgados pelo Tribunal do Júri em São Gabriel.
Confira as atualizações
Dia 1
- Antes do início dos depoimentos, houve um sorteio do juri, formado por seis mulheres e um homem.
- Por volta das 12h desta segunda, a juíza Liz Grachten ouviu a primeira testemunha, Rosane Machado Marques, mãe de Gabriel.
- Logo após, houve um invervalo, entre 13h30min às 16h30min.
- Na volta do intervalo, o pai de Gabriel Marques, Anderson da Silva Cavalheiro, depôs.

- O depoimento do delegado José Soares Bastos começou por volta das 18h e se estendeu até cerca de 19h50. O mais longo do primeiro dia de julgamento até então.
- Pouco depois das 20h, começou o depoimento de Luiz Carlos de Almeida, de 63 anos. Ele é policial militar da reserva remunerada há oito anos e atualmente é proprietário de uma chácara de cerca de um hectare e meio, localizada próxima ao ponto onde o corpo de Gabriel Marques Cavalheiro foi encontrado. Luiz Carlos foi ouvido justamente por morar nas proximidades da região de Lava Pé. Depoimento acabou próximo das 21h30 e foi o último da noite.
Dia 2
- Às 9h30 desta terça-feira, iniciou-se o segundo dia de julgamento.
- O primeiro a depor no dia é o perito Áureo Felipe Norberto Duarte, responsável pela perícia do corpo de Gabriel Marques Cavalheiro. Ele afirmou que Gabriel não apresentava sinais típicos de afogamento e que havia lesões na região do pescoço e da nuca. Segundo ele, impactos nessa área podem causar perda rápida de consciência ou até morte bruta, devido à presença de estruturas vitais e vasos sanguíneos na região cervical. Questionado pela promotoria sobre a possibilidade de a vítima caminhar após esse tipo de lesão, respondeu que os elementos periciais indicam que Gabriel teria entrado sem vida na água.
*Em atualização
Relembre o caso
Gabriel havia se mudado de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, para São Gabriel com o objetivo de prestar o serviço militar obrigatório no Exército. Na noite do dia 12 de agosto de 2022, enquanto estava hospedado na residência de um tio no Bairro Divina Providência, o jovem saiu do imóvel para tomar uma cerveja.
Uma moradora das proximidades acionou a Brigada Militar via telefone relatando que um homem desconhecido tentava forçar o portão de acesso à sua propriedade. Conforme o registro da denúncia e imagens gravadas por testemunhas na localidade, os três policiais atenderam a ocorrência, imobilizaram Gabriel e o colocaram no compartimento de transporte da viatura. Relatos coletados durante o inquérito apontaram o uso de golpes de cassetete. Essa foi a última ocasião em que o jovem foi visto com vida.
O corpo de Gabriel foi localizado uma semana depois, em 19 de agosto de 2022, submerso em um açude na região conhecida como Lava Pé, na zona rural do município.