Foto: Mateus Rossato (Diário)
A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) concluiu, na última semana, a primeira etapa de um estudo sobre mobilidade urbana nas principais interseções de acesso ao campus sede, em Camobi. A iniciativa busca reunir dados sobre o fluxo de veículos, ciclistas e pedestres para embasar propostas relacionadas às intervenções viárias previstas na região, especialmente em função da duplicação da Faixa Nova.
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O projeto é coordenado pelo professor Alejandro Ruiz, do curso de Engenharia Civil e do Laboratório de Mobilidade e Logística, em conjunto com as professoras Michelle Morais e Fabiana Bugs, do curso de Arquitetura e Urbanismo.
Entre terça-feira (16) e quinta-feira (18), equipes formadas por professores e estudantes realizaram contagens de tráfego em três pontos considerados estratégicos: os cruzamentos da Avenida Roraima com a Faixa Nova e a Faixa Velha, além da interseção próxima ao acesso ao Aeroporto Regional de Santa Maria.
Levantamento mapeou horários de pico

Coordenador do Laboratório de Mobilidade e Logística da UFSM, o professor Alejandro Ruiz explica que o trabalho integra um projeto institucional aprovado pela Reitoria.
– O projeto surgiu a partir de todo o debate gerado pela duplicação da Faixa Nova e de como essas interseções serão tratadas dentro desse processo. A universidade se mostrou preocupada com os impactos que essas intervenções podem trazer para a mobilidade de estudantes, professores, técnicos-administrativos e visitantes do campus – afirma.
Durante a coleta, os pesquisadores registraram, em intervalos de cinco minutos, os movimentos realizados nos cruzamentos e classificaram os diferentes tipos de usuários das vias, incluindo automóveis, motocicletas, caminhões, ônibus, ciclistas e pedestres.
Segundo Ruiz, os levantamentos foram realizados nos períodos considerados de maior movimento: início da manhã, horário do meio-dia e final da tarde.
Resultados devem orientar futuras decisões
Com a etapa de campo concluída, a equipe passa agora à análise dos dados coletados. O cronograma prevê novas pesquisas ao longo do segundo semestre, incluindo estudos sobre uso do solo, geoprocessamento e elaboração de mapas.
A expectativa é que o trabalho seja concluído até o final do ano e sirva de apoio para a tomada de decisões da universidade e para discussões relacionadas aos projetos viários em andamento na região.
– O principal objetivo é oferecer uma proposta da universidade para qualificar esses projetos e contribuir para melhorias na mobilidade. Não estamos olhando apenas para o trânsito de veículos, mas também para a forma como as pessoas utilizam esses espaços urbanos – destaca o professor.
Além do aspecto técnico, o estudo também tem caráter acadêmico. De acordo com Ruiz, estudantes de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo participam diretamente das atividades de campo e das análises.
– Os alunos são os verdadeiros protagonistas desse trabalho. Eles fazem a coleta, vão participar do processamento dos dados e contribuir com as propostas. É uma oportunidade de aplicar na prática o que aprendem em sala de aula – afirma.
A reitora da UFSM, professora Martha Adaime, destacou a importância da iniciativa. Segundo ela, o levantamento é inédito e representa uma etapa fundamental para o planejamento da mobilidade na área de acesso ao campus.
– Este estudo de fluxo ainda não havia sido realizado. Ele é fundamental antes de qualquer projeto de trânsito – ressaltou.