Infraestrutura

Sem CEP, moradores do Residencial Montebello III não podem receber correspondência

Fazer compras pela internet, instalar uma linha de telefone fixo ou receber correspondências são situações que não fazem parte da rotina dos moradores do Residencial Montebello III na Cohab Fernando Ferrari, em Camobi. As casas já foram entregues há mais de dois anos, porém, as oito ruas onde os imóveis estão localizados ainda não têm nome. Sem nome, as ruas não recebem um Código de Endereçamento Postal (CEP). Sem CEP, os moradores não podem receber as correspondências.

Enquanto as ruas não têm nome, são informalmente classificadas por números. Há cerca de oito meses, Tereza Ramos, 58 anos, doméstica, mudou-se com o marido para a Rua 5. Assim como os vizinhos, eles só recebem a correspondência das contas de água e de luz. O restante, ela busca nos Correios.

_ Precisamos de um telefone fixo, mas não conseguimos instalar. Aqui, a gente é quem tem que correr atrás. Vou aos Correios uma vez por mês procurar se tem correspondência no meu nome. Seria importante receber tudo em casa _ diz Tereza.

A servente de limpeza Glaucia Xavier dos Santos Rossi, 29 anos, usa o endereço da mãe para receber correspondência. Mas, assim como outros moradores, ela gostaria de recebê-la em sua casa:

_ A comunidade fez um projeto com sugestão de nomes, ele foi enviado para a Câmara de Vereadores. Tem moradores que têm que pagar caixa de correio. Há dois anos, nós temos um pedido de telefone, e não puderam instalar porque não temos CEP. Desde conta no comércio ou para matricular a minha filha na creche, pedem pelo endereço.

Nas casas do Montebello I e II, as ruas têm nome e CEP. No Montebello III, há um projeto de lei, em tramitação na Câmara de Vereadores, que propõe a nomeação das ruas. Porém, depois de ser aprovado, em julho do ano passado, o projeto foi vetado pelo Executivo. A proposta voltou a tramitar no Legislativo, mas foi vetado novamente.

_ Esse foi um trabalho feito junto com a comunidade, mas, a proposta de nome de duas ruas, a gente teve de corrigir. Já está protocolado e, quando terminar o recesso, vamos pedir urgência para resolver os problemas dos moradores _ esclarece o vereador Marcelo Bisogno (PDT), autor do projeto.

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