Secretaria da Saúde do RS afirma que não é necessário pânico diante da varíola do macaco

Redação do Diário

Secretaria da Saúde do RS afirma que não é necessário pânico diante da varíola do macaco
No último domingo, foi confirmado o primeiro caso da varíola do macaco no Rio Grande do Sul. Atualmente, além desta confirmação no estado, outras duas pessoas de São Paulo positivaram para a doença. Apesar disso, o coordenador do Centro de Operações de Emergência da SES, Marcelo Vallandro, em entrevista à CDN, afirmou que não é preciso pânico pela população:

– O cenário é tranquilo, não é uma situação emergencial, do ponto de vista de criar pânico, porque detectamos o caso e todas as medidas foram adotadas imediatamente, principalmente, quanto a assistência ao paciente e também a suspeita diagnóstica, no qual procedemos com a coleta de amostras e orientação do paciente para questões de isolamento.

O paciente positivado no RS estava em viagem à Porto Alegre e desde o dia 27 de maio estava sendo monitorado pela SES. De acordo com Vallandro, o homem já recebeu alta e foi liberado do isolamento.

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Novo caso notificado

Na última segunda-feira, mais um caso da varíola do macaco foi notificado para a pasta de saúde do estado. Trata-se de um homem, de 34 anos, residente de Porto Alegre, com histórico de viagens a países europeus. O paciente está em isolamento domiciliar, apresenta quadro clínico estável e está sendo monitorado. Uma amostra já foi coletada e será analisada pelo Instituto Adolf Lutz de São Paulo (IAL/SP).

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O que é a varíola do macaco?

A varíola dos macacos, denominada cientificamente como Monkeypox, é uma doença viral que pode ser transmitida por meio do contato com animal, com humano infectado, ou com material corporal humano contendo o vírus. Apesar do nome, o surto atual registrado em países como Portugal, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos, não tem relação com os macacos. Na verdade, este tipo de vírus da varíola infecta roedores na África, sendo os macacos apenas hospedeiros acidentais, assim como os humanos.

– A transmissão da doença se dá, principalmente, pelo contato próximo com o caso suspeito ou confirmado, que pode ocorrer pelas lesões ou pelos objetos do paciente. Pode haver o contágio pela transmissão respiratória, mas requer um contato mais prolongado e próximo, diferentemente do que vemos na Covid-19, por exemplo – explica Vallandro.

Já os sintomas incluem início súbito de febre, acompanhada de inchaço dos linfonodos do pescoço e de erupção cutânea aguda do tipo papulovesicular de progressão uniforme (bolhas em várias regiões do corpo). Apesar dos sintomas serem similares à varíola humana, a varíola do macaco tem baixas taxas de transmissão e de letalidade.

Confira a entrevista completa com o coordenador do Centro de Operações de Emergência da SES, Marcelo Vallandro ao programa F5, da CDN:

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