Foto: Rian Lacerda (Diário)
A sequência de ataques contra a área de um edifício na Rua Silva Jardim, no Bairro Rosário, transformou o paisagismo do local em alvo de vandalismo recorrente. Câmeras de segurança registraram a ação de homens que, sem motivo aparente, destroem vasos de plantas situados na entrada do prédio. As imagens mostram um padrão de depredação que já se repetiu em três oportunidades e tem revoltado os moradores.
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Os registros revelam o que o sindico do condomínio classifica como "violência gratuita". O primeiro vídeo enviado ao Diário foi registrado na madrugada de 21 de novembro de 2025, quando um homem vestindo camiseta esportiva caminha pela calçada segura uma das plantas e a puxa com força até que o vaso caia e quebre, espalhando terra pela entrada do prédio, onde, no térreo, funciona a Unidade de Dispensação de Medicamentes e do Centro de Testagem e Aconselhamento da prefeitura de Santa Maria.
A cena voltou a se repetir na madrugada desta quinta-feira (15), por volta das 3h16min. Desta vez, um indivíduo de roupas escuras e aparentando embriaguez investe contra a planta que já foi trocada em função do episódio anterior e que compõe um conjunto de quatro vasos, repetindo o movimento de empurrar e destruir a estrutura.
Para o síndico profissional Denis Fontoura, que administra o edifício alvo e outros três condomínios no entorno, os atos não são isolados.
– Estamos no terceiro episódio. A gente observa um dano ao patrimônio gratuito, algo espontâneo, mas acredita que tem a ver com o consumo de álcool no entorno. O pessoal acaba consumindo na rua durante a madrugada, gerando um fluxo grande de pessoas – explica Fontoura.
Insegurança motiva abaixo-assinado
O vandalismo contra o patrimônio é o ponto visível de um problema maior que, segundo os relatos, envolve pichações, danos a portões de garagem e até episódios de violência física e tentativa de estupro na região.
– A sensação de insegurança é geral. Os moradores não se sentem seguros por esse consumo descontrolado – afirma o síndico.
Como resposta à destruição, os moradores organizam um abaixo-assinado para entregar ao Ministério Público (MP). O documento cobra o cumprimento da Lei do Sossego Público (Lei Complementar 159/2022), que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos entre a meia-noite e as 7h.
– Estamos colhendo assinaturas. Em um edifício na Floriano Peixoto, já temos em torno de 60. O intuito é pedir providências às autoridades policial e judiciária para que a lei seja cumprida – detalha Fontoura.
O que dizem as autoridades:
A prefeitura de Santa Maria informou, em nota, que está ciente do vandalismo e recomenda o registro de um boletim de ocorrência. O Executivo afirmou ainda que as autoridades podem rastrear o trajeto dos suspeitos por meio do videomonitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), o que deve facilitar a identificação e a responsabilização. A orientação é que a população denuncie atos de vandalismo pelo telefone 153 (Ciosp), com atendimento 24 horas, ou pelo 190 (Brigada Militar).
A Brigada Militar foi procurada pela reportagem e não se manifestou até a publicação.
Nota na íntegra:
A Prefeitura de Santa Maria informa que está ciente do ato de vandalismo registrado em frente à Unidade de Dispensação de Medicamentos Casa 13 de Maio. O Município orienta que o condomínio realize o boletim de ocorrência para que as autoridades possam investigar e adotar as providências legais.
A análise das câmeras do circuito interno, integrada à rede de videomonitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), permite o rastreio da trajetória do suspeito, facilitando sua identificação e responsabilização pelo crime. A população pode denunciar atos de vandalismo pelo telefone 153 (Ciosp), com atendimento 24 horas, ou pelo 190 (Brigada Militar).