Em um comunicado, a entidade afirmou que a oportunidade será usada para deliberar sobre “temas da proposta junto à categoria, bem como o seguimento do devido rito jurídico e a formalização por ofício e a redação do contrato de prestação de serviço, caso a categoria chencele a contraproposta, que será analisada em conjunto com a diretoria do Simers e sua Assessoria Jurídica”.
Entenda o caso
Após o corpo obstétrico do Hospital de Caridade Dr. Victor Lang ser alvo de apurações do Ministério Público (MP) devido uma série de denúncias sobre violência obstétrica no final de junho deste ano, o Simers apurou as condições de trabalho dos profissionais.
De acordo com o presidente do Simers, Marcos Rovinski, a remuneração dos médicos seria de R$ 30 a R$ 40 por hora trabalhada e em que determinadas situações, os profissionais já teriam trabalhado sem insumos ou sem o auxílio de outros médicos no centro obstétrico.
Desde a entrega dos pedidos de demissão dos cinco médicos obstetras, negociações entre o hospital e o sindicato foram realizadas para evitar a descontinuação do serviço de assistência a mães e bebês do município. O processo durou cerca de três meses. Neste período, três prorrogações dos avisos prévios por parte dos obstetras foram feitas, a pedido dos municípios.
Entre os pontos negociados, está o pagamento aos médicos por horas trabalhadas. Em nota na terça-feira (18), os obstestras reprovarem a proposta apresentada pelas prefeituras de Caçapava do Sul e Lavras do Sul, que também utiliza o serviço, destacando que o fim do serviço na maternidade ocorreria nesta sexta-feira (21).
Ao Diário, a direção do Hospital Dr. Victor Lang afirmou que foi atendida a maior parte das demandas médicas e que continuaria em negociação com os profissionais até a data. Caso não haja mudança na decisão, a instituição irá emitir um posicionamento oficial sobre o caso. Na tarde de quarta-feira (19), a prefeitura de Caçapava do Sul encaminhou uma contraproposta. Em entrevista a Rádio CDN, o prefeito do município, Giovani Amestoy, também se manifestou sobre o assunto:
–É natural que haja uma negociação mais complexa quando passa a envolver valores e outras questões como estrutural, assim como a própria relação profissional dos médicos com o hospital. Mas, houveram muitos avanços significativos e tenho certeza que conseguiremos chegar a um entendimento. A maternidade não vai e não irá parar na sexta-feira.
Arianne Lima – [email protected]
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