MPT destina R$ 100 mil para associação de reciclagem comprar máquina de filtrar óleo de cozinha em Santa Maria

Pâmela Rubin Matge

MPT destina R$ 100 mil para associação de reciclagem comprar máquina de filtrar óleo de cozinha em Santa Maria
Pela primeira vez, a Associação dos Selecionadores de Material Reciclável (Asmar) poderá aproveitar o óleo de cozinha usado para, depois de um processo de filtragem, gerar renda a partir da venda do produto. Isso porque a Asmar, a maior associação em atividade em Santa Maria, que contempla 25 famílias e atua há quase três décadas, receberá R$ 100 mil da unidade do Ministério Público do Trabalho (MPT-RS) em Santa Maria. O valor vem de um acordo firmado nesta semana pelo qual destina R$ 94.298,60 para a aquisição de equipamento de filtragem para óleo residual de cozinha e de uma lavadora de bombonas. Os recursos são parte de uma multa negociada em um acordo judicial no âmbito de uma ação civil pública movida pelo MPT em face de uma empresa do ramo varejista por descumprimento da legislação trabalhista relativa a saúde e segurança no trabalho.

A ação está sob responsabilidade do procurador Alexandre Marin Ragagnin. O acordo, firmado na 2ª Vara do Trabalho de Santa Maria, também estabelece obrigações de fazer e de não fazer para a empresa de modo a garantir segurança futura aos empregados no ambiente do trabalho.– A destinação dos equipamentos possibilitará que a população dê a correta destinação ao resíduo e que a associação obtenha renda com a comercialização do óleo residual de cozinha, melhorando a condição de vida das famílias que tem a atividade de reciclagem de resíduos como profissão – observa o procurador.

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Os equipamentos à Asmar se inserem no projeto do MPT-RS para inclusão socioeconômica de catadores e catadoras de materiais recicláveis. O equipamento será entregue em até 90 dias, e a destinação é parte de um montante pago pela empresa acionada na Justiça como indenização por danos morais coletivos. O restante do valor inclui, ainda, R$ 5.701,40 revertido para o pagamento parcial de um sistema fotovoltaico para geração de energia solar que o Rotary Club de Santa Maria comprou e já instalou na sede da associação.– É uma inovação. Há muito tempo, chegamos a utilizar o óleo para fazer sabão para consumo próprio, mas não vendíamos. Agora, possivelmente, recolheremos o óleo de algumas empresas, restaurantes ou casas e teremos algumas capacitações para começaremos mais esse trabalho. Isso é muito bem-vindo para nós associados, mas principalmente para toda cidade, que deixa de descartar esse material e contaminar no meio ambiente _ destaca Maria Margarete Vidal da Silva, uma das fundadoras da associação.

(Com informações da assessoria de Comunicação do MPT)

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