A ação está sob responsabilidade do procurador Alexandre Marin Ragagnin. O acordo, firmado na 2ª Vara do Trabalho de Santa Maria, também estabelece obrigações de fazer e de não fazer para a empresa de modo a garantir segurança futura aos empregados no ambiente do trabalho.– A destinação dos equipamentos possibilitará que a população dê a correta destinação ao resíduo e que a associação obtenha renda com a comercialização do óleo residual de cozinha, melhorando a condição de vida das famílias que tem a atividade de reciclagem de resíduos como profissão – observa o procurador.
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Os equipamentos à Asmar se inserem no projeto do MPT-RS para inclusão socioeconômica de catadores e catadoras de materiais recicláveis. O equipamento será entregue em até 90 dias, e a destinação é parte de um montante pago pela empresa acionada na Justiça como indenização por danos morais coletivos. O restante do valor inclui, ainda, R$ 5.701,40 revertido para o pagamento parcial de um sistema fotovoltaico para geração de energia solar que o Rotary Club de Santa Maria comprou e já instalou na sede da associação.– É uma inovação. Há muito tempo, chegamos a utilizar o óleo para fazer sabão para consumo próprio, mas não vendíamos. Agora, possivelmente, recolheremos o óleo de algumas empresas, restaurantes ou casas e teremos algumas capacitações para começaremos mais esse trabalho. Isso é muito bem-vindo para nós associados, mas principalmente para toda cidade, que deixa de descartar esse material e contaminar no meio ambiente _ destaca Maria Margarete Vidal da Silva, uma das fundadoras da associação.
(Com informações da assessoria de Comunicação do MPT)
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