Conforme o Estudo Institucional nº 8, que apresenta uma estimativa de Recursos Necessários para a Ampliação da Estratégia de Saúde da Família (ESF), 72,69 milhões de pessoas ainda não estão cobertas pelo programa no país, o que representa 34% da população brasileira. Deste total, ao menos 33,3 milhões também não são atendidas por planos de saúde privados, ou seja, trata-se da população que conta exclusivamente com o Sistema Único de Saúde (SUS).
“A maior parte da população desassistida da ESF está nas capitais, mas também existe um grupo de municípios vulnerabilizados com baixas taxas de cobertura”, alerta o instituto.
O estudo é um dos produtos da Agenda Mais SUS: evidências e caminhos para fortalecer a saúde pública no Brasil, lançada em julho deste ano e que busca reverter o deterioramento na saúde dos brasileiros, com o reconhecimento da efetividade das ESFs.
Proposta
O IEPS estima que 100% de cobertura da ESF pode ser alcançada com cerca de 25,6 mil novas equipes, o que requer até 236,9 mil profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares e agentes comunitários de saúde. o custo do investimento é R$ 17,1 bilhões ao ano. Os cálculos levam em consideração o orçamento do Ministério da Saúde, proposto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) para 2023.
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