Diário nos Bairros: Eleições 2016

Investimento em saúde para atender aos moradores do Diácono João Luiz Pozzobon

Lizie Antonello

"

Acordar cedo, deixar o bairro onde mora e enfrentar uma fila de madrugada em frente a uma unidade de saúde que, muitas vezes, fica em outra região da cidade. Essa tem sido a rotina da dona de casa Daiane Genro Ribeiro, 41 anos, desde que ela foi morar no Residencial Dom Ivo Lorscheiter. Aliás, essa é a realidade vivida pela maioria dos moradores do bairro Diácono João Luiz Pozzobon. Por isso, o desejo de grande parte das pessoas consultadas pelo Diário nas sete vilas e residenciais do bairro é, além da inauguração de um novo posto, ter mais médicos na ESF da Vila Maringá.Melhorar o atendimento básico na saúde é a prioridade elencada pela comunidade para ser olhada com carinho pelo próximo gestor municipal.

Assista ao vídeo:

Calçamento é a esperança para dar fim à buraqueira no bairro Pé-de-Plátano

É que o único posto existente no bairro é a Estratégia Saúde da Família (ESF) da Vila Maringá e que não atende a todos os 3.152 habitantes do local, por uma questão territorial, o que gera queixas entre os moradores que precisam procurar unidades em outros lugares do município.

Foto: Arte DSM / Arte DSM

Para piorar a situação, a estrutura que deveria abrigar um posto de saúde dentro do residencial Dom Ivo está pronta desde o ano passado, mas, sem equipe e mobiliário, não começou a funcionar até hoje. De fora do prédio, é possível ver que foram feitos os acabamentos, piso, pintura interna e externa e que existem pias instaladas em algumas salas.

– É um absurdo. A gente tem posto (prédio onde deve funcionar a unidade) aqui na rua e tem que ir longe para consultar. Eu precisava fazer uns exames, e fui no posto lá do Lorenzi (na região sul da cidade). Também, porque o da Maringá não nos atende – relatou a dona de casa Daiane Genro Ribeiro, 41, que mora na Rua Santa Maria, mesma do futuro posto.

O maior bairro de Santa Maria quer conclusão da rede de esgoto
Urlândia quer mais serviços de saúde

Também pipocaram entre os entrevistados nas vilas e residenciais do bairro reclamações em relação ao déficit de pessoal no ESF, em meados de abril:

– Não tem médico o tempo todo – disse a massagista Solange da Costa, 51 anos, do Residencial Zilda Arns.

– Tem de ir de madrugada para agendar consulta. O médico não fala português, não entende o que a gente diz – queixou-se a chapista Carmem Lúcia da Silva Marques, 25, da Vila Maringá.

– Posto não atende a gente – reclamou a costureira Zulaine Debus Almeida, 52, do Residencial Dom Ivo.

Moradores do Dom Antônio Reis querem vigilância nas ruas para reduzir assa"

Carregando matéria

Anterior

Jovem com filho de dois anos no colo é agredido com golpes de facão em Santa Maria

Próximo

Projeto de reciclagem aumenta renda de famílias de Jaguari em 500%

Geral