Acordar cedo, deixar o bairro onde mora e enfrentar uma fila de madrugada em frente a uma unidade de saúde que, muitas vezes, fica em outra região da cidade. Essa tem sido a rotina da dona de casa Daiane Genro Ribeiro, 41 anos, desde que ela foi morar no Residencial Dom Ivo Lorscheiter. Aliás, essa é a realidade vivida pela maioria dos moradores do bairro Diácono João Luiz Pozzobon. Por isso, o desejo de grande parte das pessoas consultadas pelo Diário nas sete vilas e residenciais do bairro é, além da inauguração de um novo posto, ter mais médicos na ESF da Vila Maringá.Melhorar o atendimento básico na saúde é a prioridade elencada pela comunidade para ser olhada com carinho pelo próximo gestor municipal.
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É que o único posto existente no bairro é a Estratégia Saúde da Família (ESF) da Vila Maringá e que não atende a todos os 3.152 habitantes do local, por uma questão territorial, o que gera queixas entre os moradores que precisam procurar unidades em outros lugares do município.

Para piorar a situação, a estrutura que deveria abrigar um posto de saúde dentro do residencial Dom Ivo está pronta desde o ano passado, mas, sem equipe e mobiliário, não começou a funcionar até hoje. De fora do prédio, é possível ver que foram feitos os acabamentos, piso, pintura interna e externa e que existem pias instaladas em algumas salas.
– É um absurdo. A gente tem posto (prédio onde deve funcionar a unidade) aqui na rua e tem que ir longe para consultar. Eu precisava fazer uns exames, e fui no posto lá do Lorenzi (na região sul da cidade). Também, porque o da Maringá não nos atende – relatou a dona de casa Daiane Genro Ribeiro, 41, que mora na Rua Santa Maria, mesma do futuro posto.
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Também pipocaram entre os entrevistados nas vilas e residenciais do bairro reclamações em relação ao déficit de pessoal no ESF, em meados de abril:
– Não tem médico o tempo todo – disse a massagista Solange da Costa, 51 anos, do Residencial Zilda Arns.
– Tem de ir de madrugada para agendar consulta. O médico não fala português, não entende o que a gente diz – queixou-se a chapista Carmem Lúcia da Silva Marques, 25, da Vila Maringá.
– Posto não atende a gente – reclamou a costureira Zulaine Debus Almeida, 52, do Residencial Dom Ivo.
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