Uma briga entre vizinhos assustou os moradores da Rua Franklin Bitencourt Filho, no bairro Camobi, em Santa Maria. E, para o funcionário público estadual Vivaldino Domingues da Rosa, 62 anos, as manchas de sangue na calçada não foram as únicas marcas deixadas pelo episódio que ocorreu na terça-feira.
Vivaldino conta que foi agredido com um pé de cabra e foi parar no Hospital de Caridade Astrogildo de Azevedo, com fratura exposta.Conforme Karen Prezotto da Rosa Sansonovicz, filha mais velha de Vivaldino, seu pai teve o osso do cotovelo moído, passou por cirurgia de reconstrução e levou vários pontos.
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De acordo com a família, o agressor é o vizinho que mora na casa ao lado.
– Estou vivendo dias de insegurança dentro da minha própria casa, e toda a minha família está exposta a esse risco – teme a vítima.
A desavença teria ocorrido em função de um pedido de Vivaldino aos pedreiros que trabalham em uma obra do vizinho.
– Pedi que eles tivessem alguns cuidados, pois estavam sujando parte do meu pátio e atingindo o telhado da minha casa com entulhos – explica.
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Na última terça-feira, próximo ao horário do almoço, novos dejetos teriam atingido o teto de sua casa, e o idoso teria novamente pedido cuidado ao proprietário da obra, que também auxilia na construção da casa:
– Eu queria conversar de forma pacífica, até porque conheço o rapaz há anos. Ele cresceu aqui na rua. Considerávamos ele como uma pessoa da família, frequentava minha casa. Não entendi o motivo de ele ter vindo falar comigo alterado e de ter me agredido.
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O ''Diário'' foi até a casa do vizinho que teria agredido Vivaldino pra ouvir a sua versão do fato. Ele atendeu a reportagem, mas não quis falar sobre o ocorrido porque estava trabalhando na obra de sua casa. Ele disse que estava sem tempo para conversar.
Na terça, o suposto agressor registrou ocorrência na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) relatando a sua versão. Na quinta, após sair do hospital, Vivaldino também fez ocorrência. O ''Diário'' solicitou os dois registros policiais na DPPA, mas eles não foram liberados à reportagem.