Pedro Rolino Laureano da Fontoura, 52 anos, foi condenado a 19 anos e três meses de prisão por feminicídio, acusado da morte da ex-companheira Mirian Gelsdorf, na época com 46 anos. O crime aconteceu na noite de 30 de janeiro de 2021, após o homem que não aceitava o final do relacionamento ir até a residência da vítima na Rua Rafael Pascotin, no Bairro Pascotin, em São Gabriel, e, com uma corda, estrangulá-la até a morte. O corpo de Miriam foi localizado por um dos filhos.
Após o fato, o homem fugiu e se apresentou acompanhado de um advogado na delegacia de polícia quatro dias após o crime. Na ocasião, ele foi encaminhado ao Presídio Estadual de São Gabriel.
O júri, que começou na manhã de quarta-feira (29), foi realizado no fórum da cidade e presidido pela juíza de direito Juliana Neves Capiotti. A acusação ficou a cargo do Ministério Público, no ato representado pela promotora de Justiça Lisiane Villagrande Veríssimo da Fonseca. A defesa do réu foi feita pela defensora pública Valéria Brondani.
Pedro foi condenado com quatro qualificadoras (homicídio quadruplamente qualificado) e também pelo descumprimento de medida protetiva.
Durante o julgamento, o acusado permaneceu boa parte do tempo de cabeça baixa e em silêncio.O pai de Mirian e a filha da vítima, que haviam realizado uma manifestação com amigos e familiares na Praça Fernando Abbott no final da tarde de terça-feira (28), estavam presentes no salão do júri e acompanharam da plateia o julgamento.
Após o júri, Pedro foi encaminhado novamente ao presídio, onde já se encontrava detido.
Na época o crime foi noticiado na edição impressa do Diário.