
O substantivo crise resume o que foi o ano nas duas editorias das quais estou à frente: economia e política. Até o mais pessimista não conseguiu projetar um ano com números tão negativos. O nosso desafio era pensar em como ser útil ao leitor, em como ser realista e dar a dimensão de cada novo aumento sem ser alarmista.
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E foi assim que surgiu a série Chega de Crise, que estimulou novas atitudes em relação às finanças. A série mostrou a importância de controlar ganhos e gastos, onde cortar, a entender conceitos básicos, como juros e inflação, a adotar o desapego e encontrar saídas para aumentar a renda. Assim como a maioria das pessoas, mudei hábitos em casa e no supermercado.Leia as reportagens da série Chega de Crise
As pesquisas marcaram o ano na minha vida e nas páginas do Diário. Mapeamos 4 mil empregos na iniciativa privada, batemos de porta em porta para dizer ao consumidor que loja abriria no domingo, pesquisamos o preço do pãozinho, do gás, do queijo e do presunto e do combustível. Responsável pela pesquisa do ICVSM, que mede a inflação da cidade, o professor Mateus Frozza resumiu a importância do trabalho: As pesquisas que vocês divulgam são um jeito simples de estimular a concorrência e ajudar a frear aumentos. O consumidor agradece.
E seguirá sendo assim em 2016.