O painel foi lançado tendo como primeira temática o câncer de colo do útero, mas o objetivo é ampliar o monitoramento no futuro para outras neoplasias. Por parte do TelessaúdeRS, o vice-coordenador Natan Katz, destacou ainda que a proposta foi não limitar o projeto a apenas apresentar indicadores:
– Além dos números, o observatório traz materiais informativos tanto para a população em geral quanto conteúdos técnicos para profissionais da saúde e gestores.
Filtrados por região ou município, três indicadores podem ser acessados: cobertura populacional da vacina contra o HPV, cobertura populacional do exame citopatológico do colo do útero (exame Papanicolau) e efetividade da coleta desse exame.
Câncer de colo do útero
No Rio Grande do Sul, a taxa estimada de novos casos de câncer de colo do útero por ano é de 12,35 a cada 100 mil habitantes, sendo o quarto mais comum no Estado entre as mulheres. A detecção precoce por meio da realização do exame citopatológico do colo do útero é apontada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) como chave para diminuir a mortalidade causada por esta doença.
Atualmente, a melhor forma de prevenir a infecção por Papilomavírus Humano (HPV) é através da vacinação. O imunizante protege contra os tipos de HPV que causam a maioria dos cânceres de colo de útero e é oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS) de forma gratuita.
A vacina só funciona quando é dada antes que a pessoa tenha qualquer contato com o vírus e por isso deve ser realizada em pessoas jovens. Devem ser vacinadas todas as pessoas (meninas e meninos) de 9 a 14 anos, com duas doses com intervalo mínimo de seis meses entre elas.
*com informações da SES