Professores municipais mantêm greve após assembleia

Professores municipais mantêm greve após assembleia

Foto: Beto Albert (Arquivo/Diário)

Com três semanas de mobilização, integrantes do Sindicato dos Professores Municipais de Santa Maria (Sinprosm) votaram por manter a greve até, pelo menos, a próxima quarta-feira, 3 de dezembro. O assunto foi votado nesta quarta-feira (26), no salão do Clube Comercial. 

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Até a próxima votação, na semana que vem, os professores e professoras seguem com a banca permanente na Praça Saldanha Marinho, espaço de diálogo com a população, e as vigílias na Câmara de Vereadores, para pressionar o Legislativo a não votar projetos relacionados ao serviço público municipal. 

Contexto

A greve foi deflagrada em 5 de novembro, e teria como objetivo pressionar o Executivo e os vereadores pela revisão da proposta da Reforma da Previdência. Na perspectiva do Sinprosm e de outros setores, há uma série de questões a serem revisadas. 


O que o Sinprosm questiona

  • Forma de cálculo dos benefícios – Consideram o modelo injusto e uma afronta aos direitos dos servidores, tanto aposentados quanto os que ainda estão na ativa. Para o Sinprosm, o novo cálculo dificulta o acesso à aposentadoria e torna o horizonte de descanso “cada vez mais distante”.
  • Desconto previdenciário a partir de um salário mínimo – Atualmente, os servidores inativos contribuem apenas sobre valores acima do teto do regime geral de previdência. Pela proposta, a contribuição passaria a ser cobrada a partir de um salário mínimo, o que, segundo o sindicato, penaliza quem já contribuiu por toda a vida profissional.
  • Falta de diálogo e transparência – O Sinprosm reforça que não houve negociação efetiva com o Executivo e que os cenários apresentados pelo Instituto Gamma de Assessoria a Órgãos Públicos (Igan) foram construídos sem a participação dos servidores. O sindicato também critica a ausência de respostas claras aos questionamentos feitos nas reuniões do conselho consultivo.


A reforma 
As mudanças da previdência, ditas como necessárias pela gestão, têm como objetivo conter o déficit do Instituto da Previdência (Ipassp), projetado em R$ 4,5 bilhões neste ano. Atualmente, a prefeitura já aportou cerca de R$ 215 milhões de recursos, que poderiam ser investidos em áreas essenciais, como saúde, infraestrutura, segurança e educação, pra cobrir o déficit das aposentadorias dos municipários. 


Entenda a discussão sobre a Previdência: 


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