Foto: Reprodução
A Rede de Farmácias São João, maior empresa do segmento farmacêutico no Rio Grande do Sul, iniciou a implementação de projetos-piloto para adotar a escala de trabalho 5x2 (cinco dias de atividade por dois de folga, que não precisam ser necessariamente consecutivos). Embora a transição já esteja ocorrendo em filiais de outras cidades, as 42 unidades de Santa Maria ainda não começaram os testes e aguardam uma definição de cronograma.
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Ao Diário, o coordenador distrital da São João, Tiago Machado, confirmou que a migração para o novo modelo ocorrerá em toda a rede, embora o momento atual seja de avaliação técnica:
– Em breve, sim, será aderido. Todas [as lojas] vão ter essa nova escala. A empresa já está fazendo alguns pilotos em algumas lojas [de outras cidades] para poder analisar e ver o impacto.
A antecipação da rede farmacêutica tem um motivo claro: o forte debate nacional que pode mudar as regras do jogo para o comércio e o setor de serviços, que historicamente dependem do regime de plantões.
O cenário no Congresso Nacional
O debate sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais ganha novos capítulos em Brasília. A Comissão Especial do Congresso adiou para a próxima segunda-feira (25) a apresentação do parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada para 40 horas. O adiamento, definido após reunião com a cúpula da Câmara e o governo, ocorreu devido à forte pressão do empresariado e de partidos de oposição e do Centrão. Apesar do impasse nas negociações, o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), garantiu que a votação do texto pelo colegiado segue mantida para o dia 26 de maio.

O principal ponto de discordância envolve duas emendas, apresentadas pelos deputados Sérgio Turra (PP-RS) e Tião Medeiros (PP-PR), que propõem uma regra de transição de 10 anos para a mudança entrar em vigor e a exclusão de categorias consideradas essenciais da redução da jornada. A emenda de Turra prevê ainda o corte pela metade do FGTS pago pelas empresas (de 8% para 4%) e isenção temporária da Previdência Social. Enquanto o governo quer a aplicação imediata sem redução salarial, o relator tenta costurar um meio-termo com uma transição intermediária de 2 a 4 anos.