As borboletas descansam quando chove, porque a chuva danifica suas asas. Além disso, pode torná-las pesadas, impedindo seu voo. Elas costumam se esconder sob folhas grandes, na parte inferior da planta, no meio da grama alta ou em fendas de árvores e rochas.
As borboletas precisam de uma certa temperatura corporal para voar. As chuvas, além dos danos diretos, trazem também o frio, tornando-as menos ativas. Elas conseguem detectar mudanças na pressão atmosférica e na luz, escondendo-se antes que a chuva mais forte comece. Elas não saem de seus abrigos logo que a chuva para. Elas esperam o tempo secar para voltar a voar e a se alimentar.
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A natureza tem muito a nos ensinar. Basta que tenhamos um pouco mais de atenção e levemos a sério sua inteligência, incipiente, precária, em relação ao homem (mero instinto, segundo algumas teorias), mas capaz de transmitir conhecimentos importantes, por suas reações e pelo seu comportamento. A sabedoria milenar dos ancestrais se perdeu nas dobras do tempo, substituída pelo tecnicismo e pela velocidade da informação.
Mesmo assim ainda é possível aprender com a enciclopédia da vida, que se transforma, mas não perde sua essência. As borboletas ensinam que mudanças profundas e resiliências são fundamentais para a sobrevivência e para o crescimento, simbolizando que momentos difíceis são fases necessárias da metamorfose para “aprender a voar”. Toda evolução exige paciência, perseverança e escolha certa diante de cada desafio ou provação.
A vida é feita de tempo bom e de tempo feio, de brisa mansa e vendavais, de chuva miúda e de tempestades. Viktor Frankl, psiquiatra austríaco, criador da logoterapia, dizia que “quando não somos mais capazes de mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos”. As vezes, para avançar, é necessário recuar e buscar abrigo seguro até a tempestade passar. E isso faz parte do grande aprendizado da vida. Agora e depois.