Inovar no mercado imobiliário não significa apenas adotar novas ferramentas ou falar sobre inteligência artificial, significa entender problemas reais e construir soluções que façam sentido para quem está na ponta. Foi com esse propósito que a Jetimob, empresa gaúcha de tecnologia imobiliária, realizou nos dias 10 e 11 de julho, em Santa Maria, o Jet Spark, um hackathon de 24 horas criado para aproximar os jetimobers das dores do setor e transformar esse contato em protótipos com potencial de impacto.
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Mais do que uma competição de ideias, o projeto funcionou como um laboratório de inovação em que os participantes foram divididos em times multidisciplinares para explorar desafios ligados a vendas e aluguéis.
Na trilha de vendas, os grupos investigaram captação, crédito imobiliário, marketing, portais, jornada de compra e automação. Já na trilha de aluguéis, o foco passou por garantias, inadimplência, vistorias, experiência do inquilino e gestão financeira.
A proposta era sair da rotina operacional, ouvir especialistas, validar hipóteses e construir algo testável em pouco tempo. Nesse processo, a inteligência artificial e a prototipação rápida aceleraram a compreensão dos problemas e a criação de respostas possíveis.
Empresa, universidade e inovação aplicada
Esse tipo de iniciativa reforça a importância da conexão entre empresas e universidades. A relação da Jetimob com o ecossistema da UFSM por meio de iniciativas como o InovaTec e a Pulsar Incubadora mostra como a aproximação entre mercado e ambiente acadêmico pode gerar soluções mais consistentes.
Quando uma empresa de tecnologia se conecta à universidade, ganha acesso a pesquisa, talentos e novas perspectivas. Ao mesmo tempo, a universidade se aproxima de desafios concretos, ampliando as possibilidades de aplicação prática da inovação.
No setor imobiliário, essa interação se torna ainda mais relevante, porque os desafios passam por atendimento, crédito, gestão, dados e experiência do cliente, exigindo escuta ativa e colaboração entre diferentes áreas para transformar problemas complexos em soluções aplicáveis.
O desafio começa depois do evento
Mas a verdade é que um hackathon não termina quando os pitches acabam. O desafio principal começa depois e envolve entender quais ideias merecem ser aprofundadas, quais hipóteses precisam de nova validação e quais protótipos podem influenciar produtos, processos ou estratégias.
O Jet Spark mostrou que a inovação não nasce apenas de grandes planos, mas de ambientes que permitem experimentar, testar caminhos e aprender a partir de problemas reais.
Ao aproximar tecnologia e mercado, a Jetimob reforça que transformar o setor imobiliário exige mais do que boas ideias: exige método, escuta e coragem para converter experimentação em impacto concreto.