Existe um equívoco que precisa ser desfeito: o de que evento é só lazer. Cada grande evento que realizamos em Santa Maria movimenta uma cadeia inteira, hotelaria, gastronomia, comércio, transporte e serviços, e faz a renda circular justamente onde ela gera mais empregos. Por isso, tratamos a nossa agenda como aquilo que ela de fato é: uma ferramenta de desenvolvimento econômico.
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Os últimos doze meses comprovam esse ponto. Em setembro, o Santa Summit reuniu cerca de 3 mil participantes na Semana da Inovação, conectando startups, empresas, investidores e universidades — reflexo de uma cidade cujo ecossistema de inovação foi eleito o melhor do Brasil em 2024. Em outubro, a 3ª Maratona de Santa Maria, a maior do interior gaúcho, trouxe milhares de corredores e visitantes, com hotéis lotados. E, em novembro, o 3º Festival do Xis levou cerca de 35 mil pessoas à Gare em quatro dias, com a venda de mais de 25 mil lanches, renda direta para os empreendedores. Some-se a isso a Feira do Livro, que celebrou os 120 anos de Erico Verissimo, a Romaria da Medianeira, maior evento religioso da região central.
Em 2026, o destaque foi histórico: depois de 11 anos, o Carnaval de Rua voltou à Avenida Liberdade e reuniu mais de 18 mil pessoas. E o calendário segue forte: o Santa Summit retorna em 9 e 10 de novembro, agora sediado na UFSM, mantendo Santa Maria na vanguarda da inovação e dos negócios.
Esses números representam muito mais do que entretenimento O turista de evento consome, em média, perto do dobro do turista de lazer, cada visitante deixa renda em vários lugares antes de ir embora. Foi com essa lógica que o município estruturou um calendário oficial para 2026, distribuindo datas para dar previsibilidade a quem investe. Quando o empreendedor sabe com antecedência que a cidade receberá mais público, ele consegue planejar: contratar, abastecer o estoque e qualificar o atendimento.
E o melhor ainda está por vir. Acabamos de anunciar, com a Cacism, o retorno da Feisma, a maior vitrine de negócios da região central, de 31 de outubro a 8 de novembro, no Centro Desportivo Municipal, espaço requalificado com investimento próprio. É mais um passo para transformar o movimento em desenvolvimento.
Tudo isso conversa com a vocação de Santa Maria: o coração do Rio Grande, cidade universitária, de conhecimento, comércio e hospitalidade. Nossa maior riqueza são as pessoas e a capacidade de organizar grandes encontros. O papel do poder público é organizar, articular e fomentar, mas o calendário só cumpre sua missão quando a comunidade o abraça. Por isso, convido entidades, empresas e coletivos a integrarem a agenda oficial. Quando a cidade se move, a economia trabalha. E é esse movimento que vamos seguir impulsionando.