A Câmara de Vereadores de Santa Maria deu mais um passo para retomar o debate sobre a Reforma da Previdência dos servidores municipais.
+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp
Em reunião da Mesa Diretora, realizada na terça-feira, foi definida a criação de uma Comissão Externa com o objetivo de acompanhar o tema e ampliar o diálogo antes da chegada de uma nova proposta do Executivo. A expectativa é de que as novas regras previdenciárias sejam encaminhadas ainda neste ano. Caberá aos parlamentares a aprovação, ou não, do projeto.
Em entrevista à Rádio CDN, o presidente do Legislativo, Sergio Cechin (Progressistas), afirmou que a iniciativa surge da necessidade de o Parlamento assumir protagonismo em um tema considerado complexo e sensível. Segundo ele, a comissão vai reunir vereadores da base e da oposição, e atuará principalmente no diálogo com diferentes setores envolvidos. Os nomes devem ser definidos nos próximos dias.
Além disso, Cechin destacou que a ideia é ouvir sindicatos, servidores e grupos organizados da categoria, como engenheiros, arquitetos e professores, além de buscar informações técnicas sobre a situação do Instituto de Previdência do município (Ipassp).
- O Legislativo não pode se omitir. Nós vamos votar esse projeto, então precisamos ter subsídios, informações e discutir o tema com profundidade. Não dá para esperar o projeto chegar e votar sem esse debate prévio - afirma.
- Pessoa é flagrada nua em janela de prédio do campus da UFSM; instituição investiga caso
- Após petição online e apelo de ex-Chiquititas, prefeitura publica editais para repor professores da Emaet
Plano para abater dívidas do Ipassp
O tema da previdência voltou à pauta recentemente na Câmara. Na última sessão de abril, a Câmara aprovou um projeto de lei para abater o passivo do Instituto da Previdência (Ipassp), que está projetado em R$ 3,9 bilhões para as próximas décadas. Anteriormente, o valor era de R$ 4,5 bilhões. O plano prevê alteração nos percentuais das contribuições de alíquota, de 50% para 75%, e de aporte, de 50% para 25%. Com isso, o município poderá lançar mão de mais recursos para pagar os benefícios.
A retomada das discussões ocorreu após um 2025 turbulento. No ano passado, a pauta foi amplamente discutida e motivo de protestos constantes no plenário por parte dos servidores municipais. Diante da pressão dos representantes da categoria e da oposição, o projeto foi retirado pela prefeitura semanas depois de ter sido enviado à Câmara.
Comissão busca evitar cenário 2025
- Aquilo que não foi feito no ano passado, nós queremos fazer agora: discutir, aprofundar e dialogar até a exaustão. É um assunto polêmico, que não vai agradar a todos, mas precisamos construir o melhor caminho possível- diz.
É importante que a comissão atue com serenidade e faça, de fato, o papel de mediador entre categorias e Executivo, e não coloque mais lenha na fogueira em um tema tão delicado, como se viu em 2025 com um debate conturbado.
Colaborou Thais Immig