Foto: Reprodução
Atriz santa-mariense é ex-aluna da escola e destacou a importância do espaço na sua formação em vídeo no Instagram
Após a repercussão de manifestações de alunos e do apelo feito nas redes sociais pela atriz santa-mariense Manuela do Monte, ex-integrante da novela Chiquititas, a prefeitura de Santa Maria publicou, nesta quarta-feira (6), editais para o chamamento de professores destinados à Escola Municipal de Artes Eduardo Trevisan (Emaet).
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Os editais 58 e 59, divulgados pela Secretaria de Gestão de Pessoas, preveem a contratação de três professores por meio de contrato temporário e a seleção de um profissional efetivo para atuação na escola.
A medida ocorre em meio a relatos de estudantes que estavam sem aulas desde o início de abril, devido ao encerramento de contratos de docentes nas áreas de teatro e música.
Pressão de alunos e repercussão
A situação ganhou visibilidade após a publicação nas redes sociais de um vídeo por Manuela, que é ex-aluna da Emaet e destacou a importância do espaço na sua trajetória.
– O papel da Emaet não é formar artistas, é tornar pessoas mais plenas, criativas, felizes – afirmou.
No vídeo, Manuela também fez um apelo à prefeitura para que houvesse mais agilidade na reposição de professores.
– Uma cidade que se diz voltada à cultura tem o dever de cuidar e valorizar a Escola – completou a atriz, que ficou conhecida pelo seu papel como Carol na novela Chiquititas.
A mobilização também ocorreu por meio de uma petição online que cobrava a contratação urgente de professores. O abaixo-assinado reúne 443 assinaturas e aponta que alunos estavam há semanas sem aulas.
No documento, os organizadores afirmam que a escola, que atende mais de 700 alunos com cursos gratuitos em artes visuais, música e artes cênicas, enfrentava falta de docentes desde o início de abril.
Segundo a petição, as aulas de teatro estão sem professor desde 2 de abril, enquanto a área de música ficou sem docente a partir de 23 de abril. O texto também aponta que a situação poderia se agravar com a aposentadoria de uma professora de artes visuais, em 1º de maio, e o encerramento do contrato de outra professora de música, previsto para 10 de maio.
– A falta de professores compromete diretamente o funcionamento da escola, interrompe processos formativos e prejudica centenas de estudantes – diz trecho do documento.
Confira o apelo feito nas redes sociais
"Tem sido muito triste"
A falta de docentes afetou diretamente a rotina dos estudantes. A aluna de teatro Vanessa Storgatto Lima, 32 anos, confirma que ficou sem aulas desde o início de abril.
– Toda falta de alunos e professores afeta de alguma forma, tanto por ver as salas de aula vazias quanto por não estar em uma – diz.
Mesmo diante da saída de professores, os alunos ainda conseguiram realizar um último espetáculo em abril.
– Ele só aconteceu pela dedicação da escola e dos alunos. Depois disso, não houve mais aulas – afirma.
Já a aluna de música e teatro Martha Helena Ferreira, 68 anos, descreve o impacto emocional da interrupção.
– Tem sido muito triste saber que podemos ficar sem a parte feliz e criativa das nossas vidas – relata.
Segundo ela, diversas turmas foram afetadas com o fim de contratos a partir do dia 22 de abril.
Reunião e encaminhamentos
Antes da publicação dos editais, uma reunião foi realizada na tarde de terça-feira (5) entre representantes da Emaet, da Secretaria de Educação (Smed), do prefeito Rodrigo Decimo e da vice-prefeita Lúcia Madruga. O encontro havia sido solicitado pela escola e tinha como uma das pautas o diálogo sobre a futura sede.
A Emaet atende mais de 700 alunos com cursos gratuitos nas áreas de artes visuais, música e artes cênicas. A falta de professores interrompeu atividades e motivou a mobilização da comunidade escolar, que cobrava uma solução imediata para garantir a continuidade das aulas.